Há já 119 detidos por crime florestal este ano

Paulo Cunha / Lusa

Foram detidos 119 suspeitos detidos este ano em Portugal pelo crime de incêndio florestal. Outras “investigações em curso”, para detetar as causas de outros incêndios, poderão vir a culminar em mais detenções.

Este ano foram detidos 119 suspeitos do crime de incêndio florestal, disse este domingo o ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro,  que salienta o trabalho de fiscalização e inspeção.

“Tínhamos 119 detidos, quer pela Guarda Nacional Republicana, quer pela Polícia Judiciária”, declarou José Luís Carneiro, na Batalha, após a sessão solene do Dia do Município, citando dados que se reportam a sexta-feira.

Segundo o governante, outras “investigações estão em curso, para detetar as causas de outros incêndios, e poderão vir a culminar noutras detenções”.

O ministro garantiu que este ano o Governo reforçou muito “os mecanismos de fiscalização e de vigilância” e que “esse trabalho de fiscalização e de inspeção” foi intensificado “numa articulação da Guarda Nacional Republicana com a própria Força Aérea, com vigilância aérea articulada com os 230 postos de vigia fixos e, depois, também a própria videovigilância que está colocada para serviço à floresta”.

“E todos esses meios se articularam para termos, este ano, uma taxa de detenção que está já muito mais acima do dobro daquilo que foi a taxa de detenção nos anos anteriores”, adiantou, considerando que tal “mostra também a eficácia do sistema no combate aos incendiários”.

O ministro também anunciou este domingo que o Governo vai ordenar uma investigação ao incêndio que lavra há mais de uma semana na Serra da Estrela e a outros grandes fogos.

O despacho está preparado e será assinado assim que o fogo, que deflagrou a 6 de agosto, estiver extinto, afirmou José Luís Carneiro, à margem da sessão comemorativa do Dia do Município da Batalha, em Leiria.

A secretário de Estado da Proteção Civil, Patrícia Gaspar, tem o despacho preparado para que, “assim que esteja dado como extinto o incêndio na Serra da Estrela” poder avançar com uma avaliação às causas e à metodologia de combate, não apenas neste incêndio, “mas no 10% dos incêndios que não são combatidos nos primeiros 90 minutos, que é a esmagadora maioria dos incêndios”, acrescentou o governante.

Nestas declarações aos jornalistas, o ministro da Administração Interna reiterou que não houve falhas no sistema de comunicações SIRESP durante o incêndio na Serra da Estrela, conforme salientou este domingo o o presidente da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.

No sábado, o ministério anunciou que o SIRESP vai ter um novo investimento de 4,2 milhões de euros em equipamentos de redundância para assegurar as comunicações via satélite em caso de falha dos circuitos terrestres.

O incêndio na Serra da Estrela, o maior do ano, atingiu os distritos de Castelo Branco e da Guarda e consumiu cerca de 14.757 hectares de terreno, de acordo com os dados do sistema europeu Copernicus.

  ZAP // Lusa

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