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Há famílias que podem poupar até 102 euros por ano na conta da luz, alerta a DECO

A associação de Defesa do Consumidor criou um barómetro e um simulador com o intuito de ajudar as famílias a perceber quais os fornecedores e tarifários de luz mais adequados.

A DECO Proteste fez um estudo e criou um simulador com 650 tarifários – 297 só de electricidade – para ajudar as famílias a fazer as melhores escolhas e poupar dinheiro. Uma família de um casal com dois filhos pode poupar até 102 euros por ano só por causa da escolha do tarifário.

Segundo um cenário criado no barómetro da Defesa do Consumidor, uma família contratou uma potência de 6,9 kVA e consome 4000 kWh anualmente – 2400 kWh fora de vazio e 1600 em vazio. Caso a família tenha a tarifa regulada pelo Serviço Universal de Electricidade, pagaria 915,44 euros por ano, mas o valor ficaria apenas nos 813 euros caso escolhessem a tarifa simples da Goldenergy.

Já numa casa com dois habitantes com um consumo de 1700 KWh por ano e uma potência de 3,45 kVA, a diferença seria de 45 euros – 408,96 euros anuais no caso da tarifa regulada e 363 na melhor oferta da Goldenergy.

A tarifa regulada de eletricidade é fixada pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) para comercialização de energia elétrica e é publicada em dezembro de cada ano com as regras para o ano seguinte. A tarifa vai acabar no fim de 2025 e todos os clientes vão ter de passar o contrato para o mercado livre, como explica o DN.

A DECO refere também que “convém visitar o simulador de vez em quando” mesmo depois de já ter escolhido o tarifário, visto que “as tarifas mudam com regularidade” com as frequentes novas propostas dos fornecedores.

“O consumidor é livre de mudar sempre que quiser, até porque raramente há fidelizações ou penalizações. Contudo, pode haver serviços associados e, ao desistir dos mesmos, poderá perder alguns benefícios”, escreve a DECO.

A associação vai publicar regularmente o barómetro para um lar com duas pessoas e outro com um casal e dois filhos, já que são os cenários mais comuns em Portugal e deixa o aviso de que “os cinco tarifários mais em conta só estão acessíveis ao público em geral mediante certas condições” como ter contrato com outras empresas ou ter recomendação de amigos”.

“Com as tarifas a tender a subir, há que escolher bem. Se os tarifários com condições implicarem um custo extra, pondere se compensam. Na dúvida, opte por um sem restrições. Não há nenhum entre os cinco melhores, mas encontra-os no nosso simulador”, alerta a DECO.

No caso de ter tarifa bi-horária, a Defesa do Consumidor refere que “esta só compensa quando o consumo em vazio é o mesmo que fora de vazio, o que implica ter mais equipamentos elétricos a funcionar nessas horas.” “Se não se considera uma pessoa regrada neste ponto, é melhor ficar com a tarifa simples”, conclui.

  AP, ZAP //

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