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Grupo especializado em casos de espionagem ligado a Navalny encerra por medo de ser processado

(h) Alexei Navalny / EPA

A Equipe 29 anunciou o seu encerramento, receando que os seus membros e apoiantes sejam processados ​​após as autoridades bloquearam a sua página oficial por publicar supostamente terem publicado conteúdo “indesejável”.

A Equipe 29 – uma associação de advogados e jornalistas especializados em casos de traição, espionagem e liberdade de informação – informou no domingo que as autoridades russas a acusaram de divulgar conteúdo de uma organização não governamental checa, considerada “indesejável” na Rússia, noticiou esta segunda-feira o Guardian.

Embora tenha rejeitado as acusações, o site do grupo foi bloqueado na sexta-feira e os seus advogados disseram acreditar que o próximo passo do governo poderia ser processar os membros e simpatizantes.

“Nessas condições, a continuação das atividades da Equipe 29 estabelece uma ameaça direta e clara à segurança de um grande número de pessoas, e não podemos ignorar esse risco”, disse o grupo, acrescentando que removeria todo o seu conteúdo, evitando riscos.

O encerramento da Equipe 29 ocorre num momento em que aumenta a pressão sob apoiantes da oposição, jornalistas independentes e ativistas de direitos humanos na Rússia, antes das eleições parlamentares de setembro.

Estas eleições são vistas como parte dos esforços do Presidente Vladimir Putin para consolidar o seu poder, antes das eleições presidenciais de 2024. O líder, no comando há mais de duas décadas, promoveu mudanças constitucionais no ano passado que potencialmente lhe permitem permanecer no poder até 2036.

Nos últimos meses, as autoridades russas aumentaram a pressão sobre a media independente. Em maio, um tribunal de Moscovo proibiu organizações fundadas pelo líder da oposição Alexei Navalny, classificando-as de extremistas. Os associados à Fundação de Combate à Corrupção e à sua rede regional foram proibidos de exercer cargos públicos.

A equipe 29 esteve envolvida na defesa da fundação de Navalny em tribunal.

  Taísa Pagno //

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