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Governo admite “riscos” de fornecimento de gás para Portugal e nova subida dos preços

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António Pedro Santos / Lusa

O ministro do Ambiente e da Ação Climática, Duarte Cordeiro

O ministro do Ambiente e da Ação Climática, Duarte Cordeiro, admite “riscos” de fornecimento de gás para Portugal, temendo uma nova subida de preços.

A guerra entre Rússia e Ucrânia mostrou a importância de diversificar as fontes de importação de gás, diminuindo a dependência de Moscovo. O Governo alertou precisamente para isto e avisou que num contexto de “enorme turbulência no mercado”, é preciso “ter consciência” de que esses riscos existem.

O alerta foi deixado pelo próprio ministro do Ambiente e da Ação Climática, Duarte Cordeiro, no âmbito da CNN Portugal Summit.

Questionado sobre as implicações de um possível incumprimento dos contratos de fornecimento de gás natural por parte da Nigéria, Duarte Cordeiro avisou que poderá levar a novas subidas de preços.

“Queremos acreditar nos nossos fornecedores, mas é evidente que estamos num contexto de enorme turbulência no mercado. E não podemos dizer, no atual contexto, que não temos risco. Temos riscos. De hoje para amanhã, podemos ter um problema. Pode não ser fornecido o volume de gás que tínhamos previsto que ia ser fornecido e isso pode significar que passamos a ter outro fornecimento, com outro preço, o que vai alterar os preços do mercado”, disse o ministro, citado pelo jornal Público.

“O Governo nigeriano diz que vão cumprir com os contratos, mas, obviamente, existe o risco de não se cumprir. No passado, já aconteceu não entregarem a totalidade do gás que estava contratualizado. Se isso acontecer, significa que haverá alterações e pode significar que o gás ficará mais caro”, acrescentou.

Desde o final do ano passado que o cumprimento destes contratos por parte da Nigéria levanta preocupações em Portugal. A situação ganha importância numa altura em que Portugal se prepara para abrir a porta do mercado regulado a cerca de 1,3 milhões de clientes.

  ZAP //

2 Comments

  1. Explorem o gás do Algarve. E libertem as amarras do valor do preço do gás sa Russia e resto do mundo. Enfim temos em casa mas andamos a encher os outros

  2. “Alertar para o problema” é óptimo, excelente, o governo atento e preocupado.
    Mas… soluções? Subir preço, ok. E se a Nigéria não cumprir o contrato?
    Somos potenciais compradores, de quanto? Dos países europeus que volume de gás compramos?
    Provavelmente… insignificante.
    Então, temos o alerta e não temos a solução.
    Simples: não há gaz, a culpa é dos outros e não há racionamento.
    Estes ministros valem muito mais do que ganham, nunca os iremos compensar.

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