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Governo não espera que TAP pague ajudas de 3,2 mil milhões de euros

O Governo não espera que a TAP venha a conseguir pagar os 3,2 mil milhões de euros de ajudas estatais que tem recebido ao longo dos anos.

Na discussão na especialidade do Orçamento do Estado para 2022, o ministro das Infraestruturas e Habitação foi questionado sobre como e quando é que a TAP vai pagar as ajudas estatais ao Estado no valor de 3,2 mil milhões de euros.

“A TAP vai devolver em exportações nacionais, em compras a mais de mil empresas nacionais e através de todas as receitas no turismo”, disse Pedro Nuno Santos esta segunda-feira, citado pelo Diário de Notícias.

Sem uma resposta concreta às dúvidas, o governante salientou que “não é relevante receber os 3,2 mil milhões de euros”, mas sim, “salvar uma das mais importantes empresas para o nosso país”.

A TAP vai receber este ano a última injeção de capital do Estado, de 990 milhões de euros.

De acordo com contas feitas pelo ex-presidenta da Iniciativa Liberal, Carlos Guimarães Pinto, e André Pinção Lucas, no livro “Milhões a Voar”, a TAP demoraria, pelo menos, 35 anos a acumular lucros operacionais equivalentes ao apoio público previsto de quase 4 mil milhões de euros.

“Esta empresa é demasiado importante para a economia nacional para a deixarmos cair”, reforçou Pedro Nuno Santos.

O plano de reestruturação da TAP prevê para este ano prejuízos de 54 milhões de euros, depois de perdas de 1.600 milhões em 2021. Está ainda previsto que, em 2023, a TAP atinja “um equilíbrio operacional”, chegando eventualmente aos lucros em 2025.

O ministro das Infraestruturas e Habitação salientou até que os prejuízos do ano passado ficaram aquém do previsto no plano, que apontava para 1.700 milhões de euros.

Citado pelo Observador, Pedro Nuno Santos garantiu que as metas “não estão a ser furadas” e a atividade “não está a correr mal”, com receitas ligeiramente acima da globalidade do setor.

O governante explicou que os prejuízos são explicados pela necessidade de reconhecer todas as perdas acumuladas em 16 anos de propriedade da VEM do Brasil. “Foi um péssimo negócio que ninguém teve coragem de fechar”, justificou.

  Daniel Costa, ZAP //

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