Governo apresenta “em breve” plano para poupar energia. Serviços públicos enfrentam cortes

Mário Cruz / Lusa

Medidas podem passar pela limitação do consumo de energia nos edifícios públicos.

O Ministério do Ambiente vai apresentar “em breve” um plano de poupança energética que poderá incluir medidas de limitação de consumo de energia nos edifícios da Administração Pública, disse esta terça-feira à Lusa fonte oficial.

“O Ministério do Ambiente e da Ação Climática apresentará em breve um plano no qual poderão constar, por exemplo, uma campanha de sensibilização geral para a redução do consumo de energia por parte de empresas e famílias e medidas de limitação de consumo de energia nos edifícios da Administração Pública”, disse fonte oficial em resposta à Lusa, sem adiantar mais pormenores.

Na segunda-feira, o Governo espanhol aprovou um “pacote de medidas urgentes de poupança e eficiência” energética, atendendo “à situação crítica” que vive a Europa por causa da ameaça russa de corte de fornecimento de gás.

No âmbito destas medidas, a temperatura em edifícios públicos, espaços comerciais, estações de autocarros e comboios e aeroportos em Espanha não pode ser inferior a 27 graus no verão e superior a 19 no inverno, para poupar energia.

A medida, que abrangerá também espaços culturais, entre outros, entra em vigor dentro de uma semana e prevê também que se desligue a iluminação de montras, monumentos e outros edifícios a partir das 22:00, assim como as luzes dentro de edifícios públicos quando estão desocupados, segundo explicou a ministra com a pasta da energia no Governo espanhol, Teresa Ribera.

O Governo espanhol vai também aumentar o teletrabalho na administração pública e a ministra apelou a que as “grandes empresas” façam o mesmo, para haver menos deslocações e menos custos com a climatização de edifícios e com outros consumos de energia.

Estas medidas vão estar em vigor até novembro de 2023 e “são um primeiro pacote“, que integrará um plano mais completo de redução e eficiência do consumo de energia que o Governo espanhol pretende aprovar depois do verão.

  // Lusa

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