Vyriy Drone

Chama-se “Drone Fight Club” e é uma empresa que forma pilotos de drones para a guerra na Ucrânia. O seu CEO explica o que é preciso ter para ser um bom profissional (e o melhor é ter talento inato).
Milhares de ucranianos já trabalharam no Drone Fight Club. A maior parte são homens, mas 15% são mulheres.
O CEO da empresa ucraniana que forma pilotos de drones para combater contra a Rússia conta ao Business Insider a sua experiência. É claro que, tratando-se de um centro de treinos, há muito de adquirido no talento para conduzir drones. Mas também há muito de inato, revela Vladyslav Plak.
Nomeadamente, os músicos dão habitualmente bons pilotos. Isto porque, explica, é sinal que aprende depressa. Quem toca, por exemplo, piano, pensa “à frente”. O essencial para pilotar um drone é agir com clarividência num tempo de reação breve. Quem toca um instrumento está mais habituado a fazê-lo.
“Quando selecionamos os candidatos, dizemos-lhes para observarem duas bolas: uma verde e outra vermelha. Depois, dizemos-lhe qual a bola que deve apanhar. Se a sua velocidade de reação for inferior a meio segundo, não é suficientemente rápida”, relata o CEO da empresa.
A formação dura no mínimo três semanas, divididas entre um simulador (onde dois pilotos são postos à prova numa situação de guerra real), aulas teóricas e campos de treino interiores e exteriores. Há um exame por semana.
Mas, por exemplo, quem costuma costurar também adquire de certa forma essas características ao longo da vida, explica o especialista. A capacidade para visualizar o quadro geral de uma situação e a minúcia são essenciais.
Um fator importante é ainda a capacidade de concentração no que se está a fazer. Se é bom a abstrair-se de tudo quando está concentrado, pilotar drones é para si.
“Quando esta guerra terminar, poderemos começar a ajudar nações e forças armadas externas com os seus drones. Teremos todo o gosto em ajudar as nações amigas a defenderem-se”, conclui.