Árbitros que não sabem as regras: golo foi anulado depois de a bola voltar a rolar

Miguel Schincariol / São Paulo FC

O jogo entre o São Paulo e o Ceará foi marcado por polémica relacionada com a arbitragem.

Encontro entre Ceará e São Paulo pode não ter terminado na noite passada. Haverá continuação “na secretaria” por causa de um golo que foi anulado, pela segunda vez, já depois de o jogo ter sido reiniciado – algo que as regras não permitem. Mas o resultado deverá manter-se.

O São Paulo voltou a empatar a uma bola, no Brasileirão. No jogo seguinte à igualdade com o Vasco da Gama de Ricardo Sá Pinto, a equipa de Daniel Alves e companhia foi ao terreno do Ceará e empatou 1-1, em jogo em atraso da 16.ª jornada do principal campeonato brasileiro de futebol.

Na noite desta quarta-feira, no Castelão, o São Paulo entrou claramente melhor e marcou por Diego Costa aos 10 minutos. A segunda parte começou praticamente com o golo da igualdade, apontado por Léo Chú. Mas logo a seguir chegou o momento da partida.

Aos 56 minutos, o São Paulo marcou. Pablo aproveitou um ressalto e fez, supostamente, o 1-2. O árbitro assistente viu um fora-de-jogo e anulou a jogada. O árbitro principal ouviu a análise do vídeo-árbitro e disse que, afinal, o golo contava. A bola foi para o meio-campo, o Ceará retomou a partida…que foi interrompida três segundos depois. O árbitro principal voltou a ouvir o VAR e voltou a anular o golo. Depois houve protestos do São Paulo, alguns empurrões e jogo parado durante algum tempo.

Após o jogo, o lateral do São Paulo, Reinaldo, disse que “nunca tinha visto” uma situação destas num desafio de futebol. O diretor dos paulistas, Raí, afirmou: “Vamos atrás dos nossos direitos e esclarecer todas as dúvidas. A única certeza que a gente tem é que existiu um erro absurdo, um erro de direito, e que traz todas as dúvidas do mundo”.

O São Paulo poderá pedir a anulação do jogo. Mas as regras da Confederação Brasileira de Futebol indicam que, “em princípio, uma partida não será invalidada devido” a casos destes.

E há um exemplo que deve retirar as esperanças do São Paulo: noutro jogo do Brasileirão, mas em 2019, entre Botafogo e Palmeiras, Deyverson foi punido com um cartão amarelo por alegada simulação dentro da grande área do Botafogo; o VAR reverteu o cenário, indicou que era mesmo grande penalidade, mas essa indicação só chegou depois do reinício da partida. Foi assinalada grande penalidade a favor do Palmeiras. Depois, o Botafogo pediu a anulação do jogo mas isso nunca aconteceu.

Curiosamente, esta é a segunda vez em poucos dias que um árbitro de primeira divisão demonstra não conhecer as regras do futebol. Ambas na América: no sábado passado, nos Estados Unidos, um árbitro permitiu uma substituição durante um desempate por grandes penalidades.

  NMT, ZAP //

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