Furacão Patrícia dilui-se em menos de um dia na passagem pelo México

NYT / NOAA GOES-West

Aproximação do furacão Patrícia à costa do México (esquema NYT com imagens de satélite da NOAA)

Aproximação do furacão Patrícia à costa do México (esquema NYT com imagens de satélite da NOAA)

Os danos provocados pelo furacão Patrícia acabaram por ser menores do que o esperado. O furacão, considerado o mais forte de que há memória no continente americano, passou, no sábado, a tempestade tropical.

O furacão Patrícia diluiu-se em menos de um dia na sua passagem pelo território mexicano e sem causar qualquer vítima mortal, apesar de parecer letal a julgar pela devastação que provocou.

“Temos de pensar que tudo isto era verde. O furacão levou a folhagem. É como entrar num mundo diferente ou noutra época do ano”, comentou à agência de notícias EFE Alberto García Sanchez, funcionário da secretaria de Estado de Comunicações e Transportes.

A zona afetada fica na costa onde se situa o estado ocidental de Jalisco, no Oceano Pacífico, entre as localidades de Puerto Vallarta e Melaque.

“Temos danos desde o quilómetro zero da estrada federal 200, que se situa em Melaque, até ao quilómetro 80”, resumiu Miguel Ángel Martínez, que também pertence à secretaria de Estado das Comunicações e Transportes.

Levará cerca de duas semanas a limpar a estrada e deixá-la como estava antes do Patrícia, que fez os ventos atingirem 325 quilómetros por hora e com rajadas que chegaram aos 400 quilómetros por hora.

Um dia depois da passagem do furacão, que entrou no México pela comunidade de Emilio Zapata (costa sul de Jalisco), os únicos que transitam pela estrada federal 200 são funcionários da secretaria de Comunicações e Transportes, da Companhia Federal de Eletricidade e da empresa Telefones do México.

Segundo relatos do repórter da agência EFE no local, há também alguns jornalistas que procuram, com algum desespero, encontrar um ponto no qual as antenas dos telefones móveis não tenham sido afetadas pelo vento e pela água do furacão, para conseguirem transmitir textos e imagens da destruição.

O Patrícia, que antes de tocar terra foi considerado o mais forte furacão da história do continente Americano transformou-se no sábado em tempestade tropical ao chegar ao México através do Pacífico.

Segundo o Centro dos Furacões norte-americano, no sábado ao início da tarde, os ventos mais fortes baixaram de intensidade para os 80 quilómetros por hora.

A dimensão inédita do furacão levou ao destacamento de mais de 11 mil militares, marinha e polícia federal nos estados de Jalisco, Colima e Nayarit para apoiar a população vulnerável, estimada em 400 mil pessoas. Contudo, os danos provocados pelo Patrícia acabaram por ser menores do que o esperado.

/Lusa

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