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Funcionário da Casa Branca que publicou artigo anónimo sobre Trump vai lançar livro “explosivo”

O alto funcionário da Casa Branca que em setembro do ano passado escreveu de forma anónima um artigo de opinião no The New York Times vai lançar um livro no próximo mês.

De acordo com o The Washington Post, o livro “The Warning” (“O Aviso”), será lançado no dia 19 de dezembro e está a ser promovido como “um retrato sem precedentes dos bastidores da presidência de Trump”. O autor, que permanece anónimo, será representado por Matt Latimer e Keith Urbahn, da Javelin, a editora que representa também nomes como James B. Comey, antigo diretor do FBI, e a senadora Martha McSally.

O autor vai doar parte das receitas das vendas do livro à Associação de Correspondentes da Casa Branca “e outras organizações que lutam por uma imprensa livre”, refere um comunicado enviado pela editora, citado pelo NYT, que descreveu o livro como “explosivo” e que vai continuar onde o artigo de opinião parou.

O livro, acrescenta, “não foi escrito pelo autor de ânimo leve ou com o propósito de enriquecer. Foi escrito como um ato de consciência e de dever”.

Em setembro de 2018, o NYT publicou um artigo de opinião escrito por um membro da administração de Donald Trump que não se quis identificar e que assumia fazer “parte da resistência silenciosa” que se vive na Casa Branca. O autor garantiu que não era o único e que existia um grupo de funcionários com altos cargos que trabalham para “frustrar parte da agenda” do presidente norte-americano e para proteger o país dos seus “impulsos”.

Apesar de ainda não se saber a identidade do autor, já há várias hipóteses, escreve o Observador. As primeiras passaram pela ex-porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, a conselheira Kellyanne Conway ou ainda o general John F. Kelly, chefe de gabinete de Donald Trump. Houve até quem colocasse a hipótese de ter sido Ivanka Trump, a filha do líder norte-americano.

Porém, de acordo com Matt Latimer, nem com a publicação do livro a identidade do autor será revelada. “A sua identidade é quase irrelevante porque quase não há um sentimento expresso neste livro que não seja compartilhado por muitos outros que serviram e continuam a servir este governo nos níveis mais altos”, disse.

  ZAP //

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