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França estuda “super-soldados” biónicos (porque o resto do mundo também está a fazê-lo)

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As Forças Armadas francesas acabam de receber autorização para iniciar investigações sobre o desenvolvimento de soldados biónicos ou aprimorados, justificando o Governo o avanço neste campo com o facto de vários exércitos mundiais estarem a fazer o mesmo.

De acordo com a emissora britânica BBC, um relatório publicado recentemente estabelece em que cenários e condições implantes e outras tecnologias projetadas para melhorar o desempenho dos soldados no campo de batalha devem ser utilizados no futuro.

O mesmo documento frisa que outras potências mundiais estão a fazer investigações nesta mesma área, frisando a necessidade de a França acompanhar estas nações.

A ministra da Defesa, Florence Parly, revelou que o país não tinha planos imediatos para avançar para estas tecnologias “invasivas” para soldados mas que, tendo em conta os avanços de outros países, tornou-se uma necessidade.

“Devemos enfrentar os factos. Nem todos partilham os nossos escrúpulos e devemos estar preparados para o que quer que seja que o futuro nos reserve”, disse a governante.

O mesmo relatório, divulgado na passada terça-feira, menciona as eventuais vantagens da utilização destas tecnologias, mas também estabelece limites, frisando que não se pode comprometer a reintegração do soldado na vida civil.

Há muito que os seres humanos procuram formas de exponenciar as suas capacidades físicas e cognitivas para lutar na guerra (…) Possíveis avanços podem levar à introdução de melhorias na capacidade dos corpos dos soldados”, lê-se no documento.

Investigações sobre implantes poderiam “melhorar a capacidade cerebral” ou até mesmo ajudar os soldados a diferenciar o inimigo do aliado, podendo estes também permitir aos comandantes localizar os seus soldados ou ler os seus sinais vitais à distância.

Por tudo isto, é “essencial” traçar linhas éticas, frisa o documento. Modificações genéticas devem ser banidas destes procedimentos, assim como quaisquer alterações que “possam comprometer a integração do soldado na sociedade ou no regresso à vida civil”.

A confirmar-se o avanço, a França juntar-se-à à China, Rússia e Estados Unidos no estudo destas tecnologias, tal como escreve o portal Futurism.

  ZAP //

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