Forças Armadas dos EUA estão a adquirir coletes à prova de bala adaptados para mulheres

U.S. Army

Mulher a experimentar novo colete

As Forças Armadas dos EUA estão a dar grandes passos no que diz respeito à igualdade de género. A instituição está a começar a mudar os seus coletes à prova de bala, de forma a que estes sejam usados confortavelmente, tanto por homens como por mulheres.

A instituição de defesa dos EUA está a aumentar a diversidade dos materiais de proteção que tem disponíveis, para que estes passem a ser adaptados para todos aqueles que os usam. Desde capacetes para quem tem cabelo mais comprido, até coletes – estas são algumas das mudanças.

Desta forma, o Pentágono está a dar resposta ao crescente número de mulheres inscritas no exército norte-americano. O sexo feminino está cada vez mais representando nas mais variadas instituições. Cerca de 21% da Força Aérea é composta por mulheres, também na Marinha existem 20,2% de forças femininas, bem como no Exército que conta com 15,4% e o Corpo de Fuzileiros Navais que conta com cerca de 9,1%.

O dimorfismo sexual é um princípio biológico existente em todas as espécies animais, e indica que as fêmeas humanas tendem a ter um corpo ligeiramente menor do que os machos, por isso em situações em que são postos lado a lado, os seus recursos devem ser adaptados.

Mulheres e homens têm uma variedade de traços físicos diferentes, por isso, e neste contexto, muitas das vezes os coletes que eram disponibilizados tinham tendência a responder apenas às necessidades dos homens, o que se tornava desconfortável quando eram usados por mulheres.

Todos as instituições americanas de defesa estão começaram então a resolver este problema. O Corpo de Fuzileiros Navais tem agora uma grande variedade de corpetes masculinos e femininos. A Força Aérea também se reestruturou e adquiriu corpetes mais leves para que as mulheres os possam usar com conforto enquanto estão no ar.

O Exército apresentou o novo Colete Tático no início de 2010 e desenvolveu um novo capacete pensado para caber cabelo enrolado.

Até há bem pouco tempo, estas questões de género não eram uma preocupação neste tipo de instituições. Contudo, o aumento de mulheres na área da defesa fez com que este assunto fosse repensado. Outro assunto que veio à tona foi a questão da micção feminina em campo.

Segundo o Popular Mechanics, as mulheres que ocupam cargos na defesa bebiam menos água, e tiveram mais infeções urinárias porque não tinham sítios com as condições específicas para urinar. Em 2016, o Exército introduziu o FUDD, que permite que as mulheres em campo urinem em pé, sem ter que se despir parcialmente.

As novas opções de coletes à prova de bala, assim como o kit FUDD, são pequenos passos para as mulheres que estão neste tipo de trabalhos.

Consequentemente, esta melhoria nas condições de trabalho vai fazer com que o exército se torne mais eficaz e que o país esteja melhor dotado no que diz respeito às Forças Armadas. Um verdadeiro exemplo para outros estados pelo mundo fora.

ZAP //

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