Aeroportos: água e 4 euros não chegam

Espanha acumula problemas em aeroportos, tal como França, Itália, países nórdicos e Estados Unidos da América. E vêm aí mais greves.

Lisboa não é caso único. As longas filas no Aeroporto Humberto Delgado têm “fotocópias” noutros países.

Este fim-de-semana, o primeiro de Julho, foi sinónimo de início de férias para milhares ou milhões de pessoas.

Mas foi também sinónimo de “dores de cabeça”, citando a SIC, para milhares de pessoas que ficaram retidas em aeroportos. Ficaram e vão continuar a ficar.

Entre os países afectados estão Estados Unidos da América – onde esta segunda-feira é feriado, Dia da Independência – países nórdicos da Europa, França, Itália e Espanha.

E, precisamente aqui ao lado, em Espanha, os sindicatos da Ryanair anunciaram greves de 24 horas em 12 dias de Julho.

Só no sábado, 25 voos foram cancelados e centenas atrasaram-se devido às greves na Ryanair e na EasyJet.

Os trabalhadores da EasyJet (com greves marcadas para seis dias de Julho) alegam que, em Espanha, os salários base são os mais baixos da Europa: 950 euros, atrás dos 1.183 de Portugal, indica a RTVE.

Neste domingo, dos oito voos cancelados devido à greve na EasyJet, cinco envolveram chegadas ou partidas em Málaga.

Nesse aeroporto espanhol a solução dos responsáveis locais, para tentar suavizar a situação dos passageiros, foi oferecer uma garrafa de água e uma senha de 4 euros para comer dentro do aeroporto. “Acho inadmissível”, lamentou um passageiro.

Outra passageira queixou-se de falta de comunicação: indicaram-lhe que o seu voo para Berlim tinha sido cancelado há duas semanas – mas ninguém a avisou.

Quem consegue viajar tem de resolver outro problema: as bagagens. Também tem havido greves entre os trabalhadores do sector e as malas ficam amontoadas nos locais de recolhas, como aconteceu no aeroporto de Frankfurt, na Alemanha.

Em França, por exemplo, já foram anunciadas mais greves para o próximo fim-de-semana, de 9 e 10 de Julho.

As greves não são o único motivo para estas filas: há falta de profissionais nas companhias aéreas devido aos despedimentos na pandemia.

  Nuno Teixeira da Silva, ZAP //

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