Farmacêutica suspende ensaio clínico de tratamento experimental com anticorpos por “segurança”

O grupo farmacêutico Eli Lilly, sedeado nos Estados Unidos, anunciou esta terça-feira, em comunicado, a suspensão de um ensaio clínico do seu tratamento experimental com anticorpos contra a covid-19, por razões de segurança não detalhadas.

“Sabemos que, por precaução, o comité independente de vigilância sanitária do ensaio ACTIV-3 recomendou uma pausa nos recrutamentos”, declarou um porta-voz à AFP, aludindo a um ensaio envolvendo doentes com a covid-19 hospitalizados. “Lilly apoia a decisão do comité independente de garantir com prudência a segurança dos pacientes que participam no ensaio”, adiantou.

O tratamento é similar ao que Donald Trump recebeu pouco depois de ter manifestado sintomas da covid-19: são anticorpos de síntese injetados de forma intravenosa, fabricados especificamente para neutralizar o coronavirus responsável pela doença, substituindo de facto o sistema imunitário.

Trump recebeu anticorpos fabricados pela empresa norte-americana Regeneron, cuja eficácia elogiou depois de sair do hospital, prometendo autorizá-los para o conjunto dos doentes e distribuí-los gratuitamente.

“Para mim não foi algo terapêutico, fez com que me sentisse melhor, chamo a isso uma cura. E quero que toda a gente tenha o mesmo tratamento que o seu presidente”, afirmou Trump num vídeo publicado no Twitter.

As duas empresas solicitaram na semana passada à agência da alimentação e dos medicamentos do Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês) uma autorização para os seus tratamentos, com caráter de urgências, mas a FDA primeiro tem de verificar a sua segurança e a eventual existência de efeitos secundários graves.

Farmacêutica testa adolescentes dos 12 aos 15 anos

A farmacêutica norte-americana Pfizer modificou novamente o protocolo para o ensaio clínico da sua vacina contra o novo coronavírus, com o objetivo de incluir participantes entre os 12 e os 15 anos.

A empresa divulgou esta segunda-feira que recebeu a permissão por parte da agência norte-americana do medicamento (FDA, em inglês), para incluir na fase avançada do estudo da sua vacina jovens adolescentes entre os 12 e os 15 anos.

A Pfizer, com sede em Nova Iorque, tinha como plano original a participação de 30 mil pessoas no ensaio clínico da vacina contra a covid-19, mas em setembro aumentou a participação para 44 mil, noticia a agência AP.

Este alargamento foi promovido para aumentar a diversidade da população no estudo, incluindo, concretamente, adolescentes de 16 e 17 anos, bem como pacientes estáveis com algumas infeções crónicas comuns, como a hepatite B, hepatite C ou HIV.

O ensaio clínico da Pfizer também inclui um número significativo de participantes hispânicos, negros, asiáticos e nativos americanos, bem como muitas pessoas com idades entre os 56 e 85 anos.

A diversidade dos participantes tem como objetivo obter informações sobre a segurança e eficácia da vacina experimental em pessoas de diferentes idades e origens.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de um milhão e setenta e sete mil mortos e mais de 37,5 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP. Os Estados Unidos são o país com mais mortos (214.776) e também com mais casos de infeção confirmados (mais de 7,7 milhões).

ZAP ZAP // Lusa

 

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