Nacho Gallego / EPA

O concelho de Fafe está em estado de emergência municipal devido à “evolução grande” do número de infetados com o novo coronavírus e à “rapidez” da propagação, anunciou o presidente da Câmara.
Em vídeo publicado nas redes sociais daquele município do distrito de Braga, o autarca Raul Cunha referiu que o concelho registou um aumento de 195 casos nos últimos sete dias, ascendendo agora a 567 o número de casos acumulados desde o início da pandemia.
Segundo Raul Cunha, Fafe está em 20.º lugar na lista dos municípios da região Norte com maior taxa de progressão da covid-19. “Nunca tivemos, desde o início da pandemia, uma situação como a que estamos a viver”, sublinhou.
Na quarta-feira, a Comissão Municipal de Proteção Civil reuniu e decidiu declarar o estado municipal de emergência.
Decorrente desta nova realidade, os cemitérios do concelho já não vão abrir nos dias no fim de semana e na segunda-feira, ao contrário do que estava inicialmente previsto.
Raul Cunha disse que é necessário impedir a aglomeração de pessoas, considerando que este tem sido o principal fator de contágio. Por isso, acrescentou, haverá aumento da fiscalização policial nas ruas.
A partir de agora, a Comissão Municipal de Proteção Civil começará a estar em “contacto permanente” para avaliar a evolução da situação e tomar, “com tranquilidade e rigor, as medidas que se vierem a revelar necessárias”. “Sem nenhum alarmismo, mas com prudência”, acentuou.
Na terça-feira, especialistas alertaram que o Norte poderá atingir 7.000 novos casos de infeção pelo SARS-CoV-2 na próxima semana, afirmando existirem “vários concelhos” num “patamar semelhante” aos três do Tâmega e Sousa onde foram impostas medidas mais restritas.
A Proteção Civil do distrito do Porto avançou com o pedido ao Governo de recolher obrigatório para a região. Marco Martins sugere ainda o regresso ao estado de emergência.
ZAP // Lusa