Facebook apaga mais de 270 contas falsas que apoiavam Donald Trump

Mais de 270 contas que utilizavam perfis falsos para comentar artigos de notícias e, muitas vezes, elogiar o Presidente norte-americano foram apagadas do Facebook, anunciou esta quinta-feira a empresa.

A decisão da empresa, co-fundada por Mark Zuckerberg, surge um mês depois de o jornal Washington Post ter publicado uma reportagem sobre um grupo ‘pró-Trump’, conhecido como “Turning Point Action”, que estaria a pagar a adolescentes para fazerem publicações de apoio ao Presidente dos Estados Unidos, violando as regras do Facebook.

O Facebook e o Twitter têm estado a remover contas falsas  – nos Estados Unidos e noutros países  – que tentam interferir no discurso político e influenciar o voto nas Presidenciais marcadas para 3 de novembro.

As contas agora apagadas foram criadas em 2018, mas permaneceram sem atividade até junho, altura em que começaram a colocar ‘posts’ sobre a pandemia de covid-19, mensagens com críticas ao candidato democrata, Joe Biden, ou elogios ao atual Presidente.

Segundo o Facebook, foi possível apurar que as contas eram coordenadas pela empresa de marketing Rally Forje, que também já foi banida da rede social.

Na quarta-feira, a empresa de Zuckerberg anunciou que iria proibir propaganda política, em ‘posts’ sociais ou políticos, no encerramento das urnas de voto para as eleições Presidenciais.

No dia anterior, a rede social indicou que também vai apagar páginas, grupos e contas de Instagram que representam o movimento de extrema-direita ‘QAnon’, mesmo que não promovam violência.

Segundo o semanário Expresso, a empresa também informou que, na noite das eleições, enviará notificações no Facebook e no Instagram com a divulgação dos últimos resultados, numa parceria com a agência Reuters.

Além disso, se um candidato ou partido declarar vitória prematura, serão incluídas notas nas mensagens por estes partilhadas dizendo que a contagem ainda decorre ou assinalando o nome do vencedor.

De acordo com o jornal, a tecnológica está a antecipar-se à posição manifestada por Donald Trump, que já disse que não promete uma transição pacífica caso perca as eleições.

“Teremos de ver o que acontece. Sabem que me tenho queixado veementemente dos boletins de voto. E os boletins de voto são um desastre. Livrem-se dos boletins e terão uma transição muito pacífica… francamente, não haverá uma transição. Haverá uma continuação. Os boletins estão fora de controlo”, afirmou na altura.

Os boletins de voto por correspondência, que o Presidente tem colocado em causa, serão utilizados nas Presidenciais devido à pandemia de covid-19.

  ZAP // Lusa

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