Rungroj Yongrit / EPA

Pelo menos duas pessoas ficaram feridas, esta sexta-feira, depois de uma bomba caseira ter explodido numa avenida de Banguecoque, onde decorre uma reunião de chefes da diplomacia da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN).
Outros dois explosivos foram detonados em diferentes locais da capital, sem causar ferimentos, segundo as autoridades.
O primeiro-ministro tailandês, Prayut Chan-O-Cha, já “foi informado dos bombardeamentos” e ordenou uma “investigação imediata”, indicou a porta-voz do Governo, Narumon Pinyosinwat, acrescentando que “as medidas de segurança foram reforçadas”.
Um porta-voz da polícia disse que pelo menos duas pessoas ficaram feridas quando um engenho caseiro explodiu na avenida Rama 9, num incidente que as autoridades pensam estar relacionado com confrontos entre grupos de estudantes.
Outras bombas de “baixa potência” explodiram no complexo governamental de Chaeng Wattana e na paragem de metro de Chong Nonsi, sem causar ferimentos, de acordo com as primeiras investigações.
As explosões ocorreram um dia depois de uma ameaça de bomba em frente à sede da polícia em Banguecoque, onde decorre uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros dos países-membros da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) e outros parceiros externos (EUA, China e União Europeia), que termina hoje.
Um porta-voz da polícia disse que um dos feridos das explosões está a receber tratamento hospitalar e o outro recebeu alta depois de ter sido assistido pelos médicos.
“Um grupo de pessoas com más intenções provocou a violência, numa altura em que o governo está a tentar fazer avançar o país“, refere um comunicado do gabinete do chefe de Governo.
O mesmo comunicado pede à população para evitar o pânico e cooperar com as autoridades no sentido das investigações em curso. “Temos de demonstrar os nossos esforços coletivos na luta contra aqueles que tentam atingir o nosso país”, acrescenta.
O vice-primeiro-ministro, Prawit Wongsuwan disse aos jornalistas que duas pessoas alegadamente relacionadas com os factos foram detidas e que a polícia contabilizou explosões em cinco diferentes pontos da cidade. Prawit disse que os “responsáveis” pretendem criar “uma situação”, mas não forneceu qualquer dado sobre os autores dos atentados.
Na quinta-feira, a polícia anunciou que tinham sido detetados dois engenhos explosivos falsos num quartel da zona central de Banguecoque, perto do local das reuniões da ASEAN (Associação das Nações do Sudeste Asiático). Mesmo assim, o encontro não foi interrompido e dois homens foram detidos, de acordo com declarações da polícia à imprensa tailandesa.
Ainda não se sabe se os dois detidos são os mesmos que foram citados pelo vice-primeiro-ministro.
A embaixada de Portugal em Banguecoque confirma que dois cidadãos tailandeses ficaram feridos e sublinha que as autoridades apelaram à calma.
“A situação encontra-se a ser investigada pelas autoridades policiais, que apelaram aos residentes e turistas para manterem a calma, evitando entrar em pânico, mas a manterem-se vigilantes”, refere o texto difundido pela embaixada de Portugal na Tailândia através do Facebook.
A mesma mensagem, escrita em português e inglês, explica que se registaram hoje de manhã em Banguecoque “algumas pequenas explosões” de que terão resultado dois feridos de nacionalidade tailandesa.
“Segundo informação das autoridades tailandesas não há cidadãos estrangeiros envolvidos”, indica ainda o alerta da embaixada de Lisboa em Banguecoque.
O Governo que está no poder desde o mês passado é liderado pelo ex-general Prayuth Chan-ocha, envolvido no golpe de Estado de 2014 e que acabou por vencer as eleições que decorreram este ano.
Na altura, a oposição criticou o resultado das eleições porque a legislação favoreceu os partidos ligados a Prayuth.
O principal adversário de Prayuth é o ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, afastado no golpe de Estado de 2006.
ZAP // Lusa