Epidemia sem precedentes de Ébola na Guiné

Harponavbor / Flickr

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A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) considera o surto do vírus Ébola, suspeito de ter causado a morte a pelo menos 78 pessoas na Guiné-Conacri, “uma epidemia sem precedentes” no país da África Ocidental.

“Estamos perante uma epidemia de magnitude nunca vista, em termos de distribuição de casos no país”, afirma, em comunicado, Mariano Lugli, coordenador dos MSF na Guiné-Conacri, enumerando as zonas onde o vírus já foi sinalizado: Gueckedou, Macenta, Kissidougou, Nzerekore e Conacri.

“Os MSF realizaram intervenções em quase todos os surtos de Ébola dos últimos anos, mas foram muito mais restritos geograficamente e afectaram zonas mais remotas”, compara.

“Esta propagação geográfica é preocupante, porque vai complicar significativamente as tarefas das organizações que trabalham para controlar a epidemia”, antecipa, no dia em que dois casos de Ébola foram confirmados na Libéria, país vizinho da Guiné-Conacri.

Os MSF contam mobilizar, até ao final da semana, 60 peritos internacionais (médicos, enfermeiros, epidemiologistas, higienistas e antropólogos) com experiência em febres hemorrágicas.

O Ébola – nome do rio na República Democrática do Congo onde o vírus foi detectado pela primeira vez, em 1976, ainda aquele país se chamava Zaire – transmite-se por contacto directo com o sangue, fluidos corporais e tecidos de sujeitos infectados, provocando febres hemorrágicas que podem ser fatais.

Após um período de incubação de entre dois e 21 dias, os infectados sofrem um brusco aumento da temperatura, acompanhado por fadiga intensa, dores musculares, dores de cabeça e dores de garganta. Seguem-se vómitos, diarreias, erupções cutâneas, desidratação, insuficiência renal e hepática e hemorragias internas e externas.

Não existe tratamento nem vacina, cenário que faz do Ébola um dos mais mortais e contagiosos vírus para os seres humanos.

Desde 1976, o Ébola causou a morte de pelo menos 1.200 pessoas, dos 1.850 casos detectados. Os surtos mais fortes registaram-se na República Democrática do Congo, em 1976 (318 casos), 1995 (315 casos) e 2007 (264 casos), no Sudão, em 1976 (284), e no Uganda, em 2000 (425 casos).

/Lusa

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