Empresário chinês condenado a 2 anos de prisão por exportar tecnologia marítima dos EUA para a China

Um empresário chinês foi condenado na quarta-feira a dois anos de prisão após admitir que exportou ilegalmente dos Estados Unidos (EUA) tecnologia marinha de guerra para benefício de uma universidade militar chinesa.

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Shuren Qin, fundador de uma empresa de instrumentos oceanográficos, foi condenado em Boston, nos EUA, após admitir que exportou ilegalmente dispositivos que podem ser usados ​​para monitorizar o som subaquático. Além da pena de dois anos, deverá ainda pagar uma multa de 20 mil dólares (cerca de 17.000 euros), noticiou a agência Reuters.

Os advogados de defesa disseram que o empresário fundou a LinkOcean Technologies em 2005 para fornecer instrumentos oceanográficos a cientistas, imigrando para os EUA com a família em 2014. O biólogo marinho de 45 anos, acusado em 2018, já havia cumprido três meses de prisão após a sua detenção.

Os promotores afirmaram que, entre 2015 a 2016, Qin enviou hidrofones – sem as licenças de exportação – para a Northwestern Polytechnical University, um instituto de pesquisa militar chinês envolvido em projetos de drones subaquáticos. A defesa indicou que o empresário desconhecia os propósitos da universidade para os dispositivos.

Qin, que mora em Wellesley, no Massachusetts, na zona de Boston, se declarou culpado em 10 das acusações, incluindo conspiração para cometer violações de exportação, fraude de visto, lavagem de dinheiro e tráfico.

Os promotores acusaram-no ainda de exportar veículos de superfície não tripulados e barcos robóticos e de fornecer 8 milhões de dólares (cerca de 6,7 milhões de euros) em mercadorias para entidades controladas pelo governo chinês. Qin admitiu apenas as acusações relativas a 60 hidrofones, no valor de 100 mil dólares (84,5 mil euros).

  Taísa Pagno //

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