Em mais de 1.300 cursos, só 37 dão emprego a todos os licenciados

Bobo Boom / Flickr

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Numa altura em que se estão a realizar os exames nacionais de acesso ao ensino superior, a Direção-geral do Ensino Superior divulgou a informação, atualizada, relativa à taxa de desemprego de todos os cursos superiores e os dados dão indicações preciosas sobre os caminhos mais certeiros para o mercado de trabalho.

Medicina, Enfermagem, Matemática, Informática e algumas engenharias surgem, em grande destaque, no topo da tabela dos cursos que, em dezembro de 2015, não registavam qualquer desempregado inscrito em centros de emprego.

Ao todo, são 37 os cursos que reportam taxa de desemprego de 0%, de acordo com a atualização mais recente divulgada no Portal Infocursos.

Esses 37 cursos correspondem apenas a 2,7% dos 1.381 cursos com registo válido na Direção Geral de Ensino Superior, em dezembro do ano passado, mas muitos outros têm taxas de desemprego muito baixas, de acordo com a base de dados disponibilizada no portal. Desta lista de 37 cursos, apenas 10 são lecionados em instituições privadas.

No extremo oposto encontram-se 14 cursos de ensino superior, nomeadamente Arquitetura, Serviço Social e outros da área de Artes Plásticas e Performativas, com uma taxa de desemprego igual ou superior a 25%, ou seja, com um quarto ou mais dos alunos diplomados entre 2011 e 2014 inscritos em centros de emprego. Desses 14 cursos, nove são de instituições de ensino privadas.

Ao todo, 50 cursos reportaram uma taxa de desemprego de 0% ou inferior a 1%, de acordo com os dados divulgados no Portal Infocursos. Por outro lado, 52 têm 20% ou mais. Há quase 200 para os quais não foram apresentados estes dados.

A percentagem apresentada pelo Portal é o rácio entre o número de diplomados do curso que se encontravam registados como desempregados no IEFP no final do ano passado e o número total de diplomados do curso no mesmo período (2010/11 e 2013/14). Ou seja, não contabiliza os ex-alunos desempregados que não se inscreveram nos centros de emprego.

De acordo com as regras em vigor para a abertura de vagas nos cursos, as instituições de ensino superior públicas estão impedidas de aumentar o número de vagas em cursos cuja taxa de desemprego dos seus diplomados ultrapasse a média nacional (que no final de 2015 se situava nos 12,2%), ou a taxa média de desemprego registada pela própria universidade ou politécnico.

Os cursos de licenciaturas e mestrados integrados com menos de dez alunos colocados nos últimos dois anos voltaram também a estar impedidos de abrir vagas.

A primeira fase de candidaturas ao ensino superior decorre de 20 de julho até 8 de agosto. Em breve, o Ministério do Ensino Superior divulgará o número de vagas que vão abrir por curso.

Move

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1 COMENTÁRIO

  1. A questão é: Há (realmente) algum curso que emprega toda a gente? Tenho grandes dúvidas… Só se o desemprego fôr agora visto como emprego…

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