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Em ano e meio 256 acidentes com tratores agrícolas fizeram 115 mortes

Skip Steuart / Flickr

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A Guarda Nacional Republicana (GNR) registou entre janeiro de 2013 e julho deste ano 256 acidentes com tratores agrícolas, que provocaram 115 vítimas mortais e 83 feridos graves.

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Em 2013, nos 18 distritos do país ocorreram 122 acidentes com tratores em terreno agrícola/privado, que causaram a morte a 52 pessoas, ferimentos graves em 24 vítimas e ferimentos leves noutras 44.

Este ano, até maio, registaram-se 66 acidentes em terrenos agrícolas, que provocaram 22 mortos, 13 feridos graves e 33 feridos leves.

Em relação aos acidentes com tratores ocorridos na via pública, a GNR registou de norte a sul, em 2013, 48 acidentes, 26 mortes, 23 feridos graves e 11 feridos leves.

Até julho deste ano, a GNR tem a informação de 20 destes acidentes, os quais causaram 15 vítimas mortais, 23 feridos graves e dois feridos leves.

Os dados disponibilizados pelo Comando-Geral da GNR demonstram que a maioria dos acidentes com tratores acontece em terrenos agrícolas/privados, local onde se verifica também a grande maioria das vítimas mortais.

Leiria (16), Guarda (13), Viseu (12) e Santarém (nove) são os distritos onde se verificaram mais acidentes em terrenos agrícolas em 2013.

De acordo com o Comando-Geral da GNR, as causas dos acidentes com tratores agrícolas devem-se a vários fatores.

“A falta de manutenção do veículo, a falta de uma estrutura de proteção (o denominado ‘arco de Santo António´), a fadiga provocada por excesso de horas de trabalho, a condução sob o efeito de álcool e o excesso de carga”, aponta a GNR.

Agricultores não estão preocupados

O presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) diz que os acidentes com tratores agrícolas não são um assunto que “esteja na ordem do dia” nem é uma das preocupações dos agricultores.

“Não é um assunto que nos chegue a nós como uma preocupação dos agricultores. Há cada vez mais mecanismos de segurança nos tratores porque são obrigatórios por parte das autoridades nacionais, mas sobretudo por serem obrigatórios em termos da transposição da legislação comunitária”, sublinha o presidente da CAP, em declarações à Lusa.

João Machado acrescenta que há cada vez mais formação profissional nesta área e que, em matéria de acidentes com tratores agrícolas, Portugal tem evoluído.

“Há uns anos este era um problema recorrente que nos chegava em termos de preocupação dos agricultores e deixou de ser um problema. Deixou de haver um reporte à CAP de acidentes graves e com mortes. Claro que existem, mas já não na dimensão que havia anteriormente”, sustenta.

/Lusa

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