Elvis Presley terá morrido de doenças genéticas (e não por overdose de medicamentos)

Segundo um novo livro de Sally Hoedel, a morte de Elvis Presley estará, afinal, relacionada com o tratamento para doenças congénitas das quais sofria.

O cantor norte-americano, que morreu há quase 44 anos, estava fortemente medicado para controlar uma série de problemas congénitos na altura em que morreu — e foi por causa dessas doenças que perdeu a vida, escreve o jornal britânico The Guardian.

A teoria surge numa biografia sobre o cantor, intitulada Elvis: Destined to Die Young. De acordo com a autora Sally Hoede, a estrela do rock’n’roll estava “destinada a morrer” porque tinha herdado várias doenças genéticas do lado materno — os avós de Elvis eram primos diretos.



A família da sua mãe, incluindo três tios, foi amaldiçoada pela morte prematura, diz ainda a biógrafa, lembrando que a mãe do artista, Gladys, perdeu a vida aos 46 anos (quatro anos mais velha que Elvis na altura em que morreu).

Eles tiveram um período semelhante de saúde degenerativa de quatro anos, e é interessante porque ela não tomou a mesma medicação”, referiu Sally Hoede ao Observer.

A biógrafa terá começado a estudar o histórico clínico de Elvis Presley para limpar a imagem do artista, cuja causa da morte tem sido associada a uma overdose de medicamentos, explica o Observador.

“Isso não é suficiente para um homem que mudou culturalmente o nosso universo. Não é exato e não é suficiente. Elvis era um homem doente que escondia muitas das suas fraquezas para encher salas de concertos e sustentar a sua família. Ao examinar as suas falhas e problemas de saúde, talvez possamos começar a ver a sua humanidade novamente”, disse a escritora, explicando que Presley sofria de doenças em nove dos onze sistemas corporais.

“Elvis (…) foi reduzido a este tipo do rock’n’roll que morreu na sua casa de banho por ter tomado demasiados comprimidos”, continuou.

Um dos problemas de saúde que a investigadora detetou nos registos médicos de Elvis Presley foi uma deficiência de Alfa-1 antitripsina, um inibidor de enzimas que digerem proteínas no sangue e que é produzido principalmente pelo fígado.

A falta deste inibidor pode resultar em problemas nos pulmões, fígado e cólon, assim como deficiências no sistema imunitário e problemas de insónias.

O médico de Elvis Presley, George “Nick” Nichopoulos, sempre esteve no centro das polémicas acerca da morte do cantor e tem sido acusado de prescrever demasiados medicamentos ao artista.

Mas Sally Hoede entende que a causa da morte do artista não foi a medicação em excesso, mas sim as doenças que procurava retardar.

“O Doutor Nick é uma figura controversa. Pela minha investigação, ele estava sempre a tentar ajudar o Elvis, mas a linha entre o amigo e médico ficou confusa”, acredita.

“Uma das razões pelas quais Elvis recorreu aos medicamentos foi a dor. Às vezes, tomava demasiado mas estava a automedicar-se porque estava a tentar encontrar uma maneira de ser o Elvis Presley”, concluiu a escritora.

“Os seus problemas de saúde eram variados mas ele escondeu-os tão bem que a sobre-medicação é tudo o que nos lembramos agora”, rematou.

Hoedel acredita que Presley não era um toxicodependente à procura de escapar à realidade, mas sim um lutador, que procurou sobreviver à pobreza e, depois, aos problemas de saúde.

ZAP //

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