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Efacec vai receber (mais um) empréstimo de 45 milhões com garantia do Estado a 80%

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Rodrigo Antunes / Lusa

O ministro da Economia, Pedro Siza Vieira

O ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira

A Efacec aguarda um novo empréstimo, desta feita de 45 milhões de euros e com a garantia do Estado a 80%, para poder manter-se em funcionamento. Mas os Bancos estão a atrasar o processo enquanto os trabalhadores, em greve, exigem a demissão da administração.

Caixa Geral de Depósitos, Millennium BCP e Novo Banco vão financiar a Efacec com um empréstimo de 45 milhões de euros, com uma garantia do Estado a 80%, conforme avança O Jornal Económico.

O empréstimo será feito ao abrigo da Linha de Apoio à Economia Covid-19: Empresas Exportadoras da Indústria e do Turismo que tem uma dotação de mais de mil milhões de euros.

O Económico refere que o processo está “quase concluído”. Só falta que os três Bancos envolvidos enviem “os contratos e restantes elementos de que depende a formalização” do empréstimo ao Banco de Fomento.

No fundo, falta o pedido formal do empréstimo para que o Banco de Fomento possa emitir a garantia pública.

O processo de reprivatização estará a contribuir para este atraso, como nota O Jornal Económico.

Nesta altura, há apenas um candidato na corrida para a compra da empresa que foi nacionalizada pelo Estado. Trata-se da DST, de Braga.

A Efacec vive uma situação delicada e precisa do novo empréstimo para se manter operacional.

Em Agosto do ano passado, a empresa já tinha obtido um empréstimo de 70 milhões de euros, garantidos por sindicato bancário e com o aval do Banco de Fomento.

Trabalhadores em greve exigem intervenção do Governo

Os trabalhadores do grupo Efacec cumprem esta terça-feira uma nova greve de duas horas, exigindo ao Governo a compra de matérias-primas e a demissão da administração, além de se manifestarem contra a reprivatização da empresa.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente do Norte (Site-Norte), à semelhança do que já aconteceu no passado dia 10, a greve vai decorrer entre as 14 e as 16 horas, com uma concentração na portaria principal da sede da Efacec, no polo da Arroteia, em São Mamede de Infesta, Matosinhos.

Para além da greve desta segunda-feira, estão previstas novas paralisações nos dias 9 e 16 de Dezembro, no mesmo período horário.

As novas greves surgem na sequência de paragens forçadas de vários sectores da empresa, que actua nos sectores da energia, engenharia e mobilidade e tem visto a capacidade de produção comprometida devido à falta de liquidez para adquirir matérias-primas e pagar a fornecedores.

A administração da Efacec garantiu, contudo, num comunicado, que a empresa continua “a responder aos pedidos de clientes, a prestar serviço e a desenvolver novos projectos”.

“A empresa tem sentido o impacto global em todos os sectores e áreas, devido à disrupção nas cadeias de abastecimento, causada pela pandemia, mas a produção mantém um ritmo variável dependendo das encomendas que tem em curso”, sustentou a administração.

Mas o Site-Norte tem vindo a reclamar a intervenção do Governo, enquanto “dono da Efacec”, para garantir que esta dispõe das matérias-primas necessárias para retomar a actividade com normalidade.

A administração liderada por Ângelo Ramalho garante, no entanto, que “a confiança no futuro está assegurada, desde logo, pela carteira de clientes, dado que estão em curso novos projectos, resultado de novos contratos celebrados em 2021, para lá da carteira global que detém e que está a executar”.

O Governo pretende que o processo de reprivatização dos 71,73% do capital social da Efacec actualmente nas mãos do Estado esteja concluído antes do final do ano. O grupo português DST SGPS foi o único a apresentar proposta final de compra.

  ZAP // Lusa

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