Economista suspeito de terrorismo por escrever equações matemáticas no avião

Penn University

Guido Menzio, professor de Economia na Penn University

Guido Menzio, professor de Economia na Penn University

O italiano Guido Menzio, professor de Economia da Universidade de Pensilvânia (EUA), acabou por ser o motivo do atraso de um voo depois de a passageira ao seu lado o ter confundido com um terrorista ao vê-lo a trabalhar numa equação matemática.

De acordo com o Washington Post, Guido Menzio voava este sábado para a Universidade Queens, no Canadá, onde daria uma palestra, tendo embarcado num voo de ligação da American Airlines proveniente de Filadélfia (Pensilvânia) para Syracuse (Nova Iorque).

A passageira que estava sentada ao seu lado no avião tentou iniciar uma conversa, mas Menzio não mostrou muito interesse e voltou às suas anotações.

Um pouco depois, a mulher chamou uma hospedeira de bordo e passou-lhe uma nota. Enquanto os passageiros esperavam que o avião descolasse, a funcionária dirigiu-se novamente à vizinha de Menzio e, perguntando se se sentia bem, acompanhou-a até à porta do avião.

O economista italiano foi então retirado do avião para ser interrogado por suspeita de ser terrorista.

O que se passou? A passageira viu Guido Menzio a resolver equações diferenciais no seu caderno e, preocupada, alertou a tripulação, supondo que o investigador poderia ser um terrorista.

“Eles disseram-se que ela pensou que eu era um terrorista porque estava a escrever coisas estranhas no meu caderno. Ri-me e voltamos para o avião. Tive que mostrar as minhas equações matemáticas”, escreveu Menzio na sua página no Facebook.

O italiano acabou por voltar ao voo, que partiu com mais de duas horas de atraso.

“Tem uma certa piada, mas é um pouco preocupante”, afirmou Menzio. “A mulher olhou para mim, viu-me a escrever uma fórmula misteriosa e concluiu que eu tinha más intenções. Por causa disso, um voo inteiro atrasou”, relatou.

Ele disse à agência AP que a tripulação deveria ter feito verificações adicionais antes de decidir suspender a partida. “Se decidirmos não investigar um pouco mais um alerta de ‘atividade suspeita’ iremos criar muitos problemas, especialmente se considerarmos que estão a surgir cada vez mais atitudes xenófobas.”

A American Airline, cuja parceira regional Air Wisconsin estava a operar o voo em questão, disse que a tripulação obedeceu as normas protocolares ao cuidar de um passageiro doente e, então, investigar suas alegações – que, concluiu-se, não tinham fundamento.

A mulher, cuja identidade continua anónima, foi transferida para um voo que partiria mais tarde naquela mesma noite.

ZAP / SN / BBC

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4 COMENTÁRIOS

  1. “O italiano Guido Menzio, professor de Economia da Universidade de Pensilvânia (EUA), acabou por ser o motivo do atraso de um voo” – não, não foi o italiano o motivo do atraso
    ” a passageira ao seu lado o ter confundido com um terrorista ao vê-lo a trabalhar numa equação matemática. (…) O economista italiano foi então retirado do avião para ser interrogado por suspeita de ser terrorista.” – esta é que foi o motivo do atraso.
    Já vai em altura de a comunicação social começar a escrever factos, não insinuações

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