Downing Street chama chefes das gigantes tecnológicas para discutir racismo online

Neil Hall / EPA

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, à porta da residência sua oficial, Downing Street

Nas reuniões, Boris Johnson deverá incentivar as empresas a entregar informações dos autores de comentários racistas às autoridades. Clima é de tensão entre membros do executivo inglês e jogadores da seleção inglesa.

O primeiro-ministro inglês requisitou a presença dos diretores das principais empresas de tecnologia em Downing Street com o objetivo de debater a problemática do discurso de ódio nas redes sociais, após a onda de insultos racistas que varreu os perfis dos jogadores da seleção inglesa após a final do Euro 2020 contra Itália.

A atitude de Boris Johnson surge após múltiplas críticas ao seu governo, acusado de inação.

No rescaldo da polémica, o futebolista Tyrone Mings criticou publicamente a secretária de Estado responsável pelos assuntos internos, Priti Patel, que havia condenado os comentários racistas dirigidos aos jogadores, apesar de ter criticado a opção dos mesmos em se ajoelharem antes do jogo, atitude que caracterizou como “gesto político”.

Mings acusou a política de “atirar lenha para a fogueira” no decorrer da competição e depois “fingir estar enojada quando aquilo contra o qual estamos a lutar acontece”.

Segundo avança o The Guardian, Boris Johnson vai reunir-se pessoalmente com os diretores das empresas tecnológicas aos quais irá pedir que entreguem às forças policiais informações sobre os utilizadores que publicaram online mensagens insultuosas de cariz racista.

Um porta-voz do gabinete de Boris Johnson informou que o primeiro-ministro irá reiterar a urgência de novas medidas antes da implementação de uma nova legislação mais dura contra o abuso em contexto digital, descrito como “perturbador e injusto, pelo que é urgente erradica-lo”.

Questionado sobre a posição oficial do Governo sobre a possibilidade de a identidade dos autores dos comentários racistas ser entregue às autoridades, para serem usados como exemplo, o representante respondeu positivamente. “Sim, nós esperamos que as empresas detentoras das redes sociais façam tudo o que podem para identificar estas pessoas.”

“A polícia já dispõe de um conjunto de ferramentas para identificar e perseguir aqueles que se servem do anonimato para espalhar ódio, mas estamos comprometidos com o endurecimento das leis existentes nesta área.”

Dentro do partido Conservador crescem as preocupações em torno da estratégia do partido para lidar com a chamada “guerra cultural” com a qual a Inglaterra está a lidar atualmente.

ARM, ZAP //

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