Doentes com pulseira branca, azul ou verde não são atendidos nas urgências hospitalares

Durante a pandemia, os doentes sem gravidade não vão ser atendidos nas urgências hospitalares. Os casos triados com pulseira branca, azul ou verde estão a ser transferidos para o centro de saúde.

A decisão, imposta pelo Ministério da Saúde, tem como objetivo transferir os casos triados com as cores branca, azul ou verde para os centros de saúde e, assim, libertar as urgências hospitalares. O reencaminhamento tem de ser autorizado pelo doente e já está a ser feito em várias unidades. No entanto, os médicos de família garantem não ter capacidade de resposta.

O utente tem de aceitar, de forma expressa, esta referenciação para os cuidados de saúde primários. Caso haja recusa, mantém todos os seus direitos no âmbito da concretização do episódio de urgência hospitalar”, informa o gabinete da ministra Marta Temido, citado pelo Expresso.

“Todos os doentes são triados na urgência geral e, de acordo com o motivo da vinda, podem ou não ser endereçados aos cuidados primários. Se se trata de trauma, doentes crónicos seguidos no hospital ou situações similares, são observados e tratados na urgência, por carecerem de exames complementares e especialidades hospitalares”, explicou ainda a administração do Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental.

Apesar de parecer uma medida positiva, a verdade é que os médicos de família não concordam com a mesma.

A triagem não é para decidir quem entra no hospital, é para saber quem entra primeiro. Portanto, não faz sentido que as urgências hospitalares recusem atender os casos ‘azuis’ e ‘verdes’. Neste momento, não há outra capacidade de resposta”, contou o presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar, Rui Nogueira.

Esta semana, a Federação Nacional dos Médicos (FNAM) emitiu um comunicado contra esta medida, afirmado que a referenciação exigida “é irresponsável, por ­criar expectativas de atividades e procedimentos que implicam o aumento da atual sobrecarga” sobre os profissionais.

“Fazemos as consultas da nossa lista, a consulta aberta, consultas para recuperar a atividade parada durante o confinamento, teleconsultas e a orientação e tratamento de mais de 90% dos casos suspeitos ou confirmados de covid-19. Só em contactos telefónicos são perto de 40 a 50 todos os dias. E agora ainda teremos de ver os casos com pulseira azul ou verde”, criticou Rosa de Fátima Ribeiro, da comissão executiva da FNAM.

“O que está a acontecer é mais uma sequência de medidas avulsas. Não se muda a realidade por decreto”, rematou o presidente da FNAM, Noel Carrilho.

ZAP //

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