Dirigentes do partido grego Aurora Dourada condenados a 13 anos de prisão

Simela Pantzartzi / EPA

Nikolaos Michaloliakos, líder do partido grego Aurora Dourada

O tribunal penal de Atenas condenou, esta quarta-feira, a 13 anos de prisão o líder do partido Aurora Dourada e os restantes seis dirigentes, uma semana depois de terem sido declarados culpados por formação de organização criminosa.

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Nikolaos Michaloliakos, líder do partido neonazi grego, e os restantes seis dirigentes foram condenados a 13 anos de prisão.

O tribunal penal de Atenas condenou também a prisão perpétua Yorgos Rupakiás, o assassino do músico de rap antifascista Pavlos Fyssas, conhecido pelo nome artístico de Killah P, julgado no mesmo processo por pertencer ao partido neonazi.

A sentença decretada à direção do partido coincide com o pedido da Procuradoria grega e fica dois anos abaixo da pena máxima para este tipo de delitos: organização criminosa.

Desconhece-se ainda se os condenados vão ser presos de imediato ou se vão aguardar a execução das penas enquanto durar o processo de recurso que os advogados tencionam apresentar ainda hoje.

O julgamento do Aurora Dourada é considerado um dos mais importantes da história política da Grécia. Após cinco anos e meio de audiências, o tribunal qualificou, na semana passada, por unanimidade, o partido como uma “organização criminosa”, um veredicto descrito como “histórico” pelo Presidente da República e por parte da classe política grega.

O tribunal estabeleceu a culpa do Aurora Dourada em vários crimes, nomeadamente o assassínio, em 2013, de Pavlos Fyssas, bem como as agressões a pescadores egípcios, em 2012, e a sindicalistas comunistas, em 2013.

Na semana passada, o líder e fundador do partido paramilitar rejeitou a sua condenação no Twitter. “Fomos condenados pelas nossas ideias”, escreveu. A sua conta nesta rede social foi posteriormente suspensa.

O julgamento levou gradualmente ao declínio do Aurora Dourada, a terceira força política em 2015, que não conquistou uma cadeira no Parlamento nas últimas eleições legislativas, em julho de 2019.

  // Lusa

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