Diga olá ao “jeitoso” Ramsés II. Cientistas reconstruíram a cara do faraó

Uma equipa de cientistas reconstruiu o rosto de Ramsés II com base no seu crânio. É a reconstituição com maior precisão científica alguma vez vista.

Ramsés II foi o terceiro faraó da XIX dinastia egípcia, tendo reinado aproximadamente durante 66 anos. Foi o protagonista de um dos mais prestigiados reinados da história egípcia, tanto a nível económico e administrativo como a nível cultura e militar.

A sua múmia, preservada no Museu Egípcio, no Cairo, é a de um homem já idoso com um rosto longo e estreito, nariz proeminente e maxilar maciço. Mas não precisa de tentar imaginar mais a sua aparência, agora que uma equipa de cientistas do Egito e de Inglaterra usou um modelo 3D do crânio de Ramsés II para recriar as suas feições.

Através de um software de TAC que permite a reconstrução facial precisa, os cientistas dizem que são capazes de revelar o rosto do antigo faraó egípcio aos 45 anos e aos 90 anos de idade, altura em que faleceu.

“O software identifica as propriedades das várias camadas de materiais no rosto da múmia, como ligaduras de linho sobrepostas, e permite desembrulhá-las digitalmente do faraó”, explicou Sahar Saleem, professora da Universidade do Cairo, em entrevista ao AuntMinnieEurope.

Saleem disse ainda que a sua ideia do rosto de Ramsés II foi largamente influenciada pela sua múmia, mas que a reconstrução facial “ajudou a colocar um rosto vivo na múmia”.

“Acho que a cara reconstruída é de uma pessoa egípcia muito jeitosa, com traços faciais característicos de Ramsés II — nariz pronunciado e maxilar forte”, acrescentou a líder do projeto.

Outras características, como piercings nas orelhas e o cabelo, só foram possíveis graças a um software moderno de reconstrução de imagem.

Além disso, embora o crânio tenha ajudado a reconstruir a cara do faraó, não revela tudo sobre os seus traços. A cor dos olhos, a cor do cabelo e a cor da pele foram escolhidas de acordo com aquilo que seria mais provável, segundo Saleem.

“Pôr um rosto na múmia do rei vai humanizá-lo e criar um vínculo, além de restaurar o seu legado”, salienta a investigadora, citada pelo Daily Express.

  Daniel Costa, ZAP //

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