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É mais difícil arrendar casa em Lisboa do que em Berlim ou Barcelona

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Um estudo divulgado esta segunda-feira pelo jornal Público revela que é mais difícil arrendar casa em Lisboa do que em Berlim ou Barcelona.

Os números, desenvolvidos pelo grupo de investigação Morfologia e Dinâmicas do Território do Centro de Estudos de Arquitetura e Urbanismo da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto (FAUP), apontam para uma taxa de esforço de 58%, no caso de Lisboa, enquanto que na capital da Alemanha é 40% e na cidade espanhola de 45%.

Para chegar a estes números, os investigadores tiveram por base um casal com um dependente, para um apartamento de tipologia T2 com 95 metros quadrados. Depois, foram levados a cabo cruzamentos entre os rendimentos e o valor das rendas.

Um T2 em Lisboa, segundo os números apresentados pelo matutino, apresenta uma renda de 916 euros, contra os 1.170 em Barcelona e os 1.491 euros em Berlim.

A nível dos rendimentos familiares, em Lisboa estão fixados por volta dos 1.563 euros, contra 2.614 de um catalão e os 3.727 euros de um berlinense.

Tendo em conta estes valores, a equipa da FAUP concluiu que a taxa de esforço de um casal português chega aos 58% – é quase o dobro da referência (30%). Em Barcelona este valor está fixando nos 45% e em Berlim nos 40%.

Os dados relativos ao rendimento mediano equivalente por tipo de agregado usados nesta análise foram retirados das Estatísticas Europeias sobre Rendimentos e Condições de Vida relativos a 2018, frisa o jornal Público, dando conta que estes permitem comparar a situação do agregado proposto em cada uma das cidades analisadas.

  ZAP // Lusa

3 Comments

  1. Face a este panorama, que todos sentimos, ocorre uma pergunta: onde é que o Porta65 tem a “cabeça” com os limites de renda que impõe???

  2. Face a este panorama eu pergunto, quem foram os anormais que votaram no Medina? É que ele e as suas políticas são o que está de facto a transformar esta cidade num parque de diversões. PSD idem, faria o mesmo de certeza. Esta corja tem demasiados interesses ligados ao turismo e vai destruir a cidade. Tem de haver alguém que com bom senso limite a especulação e proteja os cidadãos não turistas.

  3. Depois de pôr o país todo a pagar os transportes em Lisboa e Porto, o Medina vai agora pôr o país todo a suportar as rendas na grande capital do império. A CML vai ao mercado arrendar casas e depois suportará a diferença para valores comedidos, aceitáveis para as famílias. Quem pagará serão todos os Portugueses, e nestes estão incluídos muitos que não têm escolas, hospitais, justiça… nem emprego no interior do país.
    Assim sim, cada vez mais um país a duas velocidades. Rume tudo a Lisboa porque isso é o que está a dar!

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