Cuomo pede desculpa por assédio sexual, mas quer manter-se governador de Nova Iorque

Mike Groll / Gabinete do Governador Andrew M. Cuomo

O governador de Nova Iorque, Andrew Cuomo

O governador de Nova Iorque, Andrew Cuomo, disse que iria “cooperar totalmente” com a procuradora-geral estadual nas investigações às alegações de assédio sexual e pediu desculpa.

O governador de Nova Iorque, Andrew Cuomo, acusado de assédio sexual, pediu desculpas esta quarta-feira, dizendo que “aprendeu uma importante lição” sobre o seu comportamento com as mulheres, e acrescentou que tenciona manter-se no cargo.

“Percebi agora que agi de uma maneira que fez algumas pessoas sentirem-se desconfortáveis”, disse, durante uma conferência de imprensa. “Foi sem intenção e peço desculpas profundas e verdadeiras por isso”, acrescentou.

Cuomo disse que iria “cooperar totalmente” com a procuradora-geral estadual nas investigações às alegações de assédio sexual.

A procuradora-geral Letitia James está a selecionar um escritório de advogados para realizar a investigação às alegações e produzir um relatório, que será tornado público.

Há dias que Cuomo evita aparecer em público, e há membros do seu partido, o democrata, que querem a sua demissão. Antes de dar a conferência de imprensa desta quarta-feira, a última vez que o governador falou com jornalistas foi a 22 de fevereiro.

Cuomo não fala em público desde que instruiu Letitia James para investigar as alegações de assédio sexual a pelo menos duas mulheres na sua administração.

Uma antiga assessora, Charlotte Bennett, de 25 anos, disse que Cuomo a interrogou sobre a sua vida sexual e perguntou-lhe se estava aberta a uma relação com um homem mais velho.

Bennett já rejeitou a tentativa de desculpa de Cuomo, em que este disse que estava a tentar ser “divertido” e que as suas piadas tinham sido mal interpretadas.

Outra antiga colaboradora de Cuomo, Lindsey Boylan, disse que este tinha comentado a sua aparência de forma inapropriada, beijou-a sem o seu consentimento e que uma vez sugeriu que jogassem strip-poker, enquanto estavam a bordo do avião propriedade do Estado. Cuomo já negou estas alegações.

Uma terceira mulher, Anna Ruch, disse ao The New York Times que Cuomo pôs-lhe as mãos na cara e perguntou se a podia beijar, durante um casamento em Setembro de 2019.

  // Lusa

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