Escritura em 5 minutos: criptomoedas mais usadas no mercado imobiliário português

O mundo das moedas digitais começa a aparecer também na venda de imóveis. Há mais três transacções do género marcadas para os próximos dias.

O mercado imobiliário português começa a acumular transacções concretizadas através de criptomoedas.

O Dinheiro Vivo partilha neste domingo que as moedas digitais chegaram mesmo ao mercado imobiliário em Portugal – que está com uma procura maior do que oferta, prevendo-se uma escalada de preços.

A Ordem dos Notários criou uma espécie de regulamento para este tipo de compra e venda, para a transacção em causa não fugir à lei (evitando, por exemplo, branqueamento de capitais).

A permuta é o conceito-chave nestes casos: quem vende a casa troca esse bem por outro (as criptomoedas).

Quem vai comprar, tem de apresentar o histórico das suas criptomoedas e mostrar onde as mesmas estão armazenadas.

“É preciso justificar a transação da primeira compra de criptomoedas e o crescimento da carteira, como é que aquele ativo apareceu, caso contrário, o negócio pode ficar inviabilizado”, explicou João Batista da Silva, bastonário da Ordem dos Notários.

A Zome, responsável por uma compra de imóvel mediática em Portugal, que foi paga em criptomoedas, revela que a escritura nesse caso demorou só cinco minutos.

Os dois lados, comprador e vendedor, ficaram em frente ao seu computador e verificaram que a transacção estava confirmada. O resto do processo tinha ficado completo na assinatura do contrato-promessa compra e venda.

As moedas digitais estarão mesmo em crescendo neste sector e, para esta semana, estão marcadas pelo menos três transacções de imóveis em criptomoedas, revelou o bastonário da Ordem dos Notários.

A maioria dos interessados neste tipo de compra são estrangeiros – recorde-se que Portugal não cobra impostos sobre ganhos com criptomoedas.

Quem ainda não está muito convencido são os líderes associativos do sector imobiliário.

“Na génese do negócio imobiliário, seja para habitação própria ou para rentabilização de investimento, estão os factores de estabilidade e valorização”, comentou Francisco Bacelar, presidente da ASMIP – Associação dos Mediadores do Imobiliário de Portugal.

  Nuno Teixeira da Silva, ZAP //

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