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Covid: risco de zona aumenta em infectados com mais de 50 anos

José Coelho / Lusa

Risco de desenvolver Herpes Zoster aumenta 15% em pessoas que já foram infectadas pelo coronavírus, revela estudo.

As pessoas com mais de 50 anos, que já foram contagiadas pela COVID-19, são mais vulneráveis à zona – o nome mais conhecido para a Herpes Zoster.

Um novo estudo observacional, realizado pela GSK, indica que os infectados pelo coronavírus, com mais de 50 anos, vêem o risco de zona aumentar 15%. A comparação é feita com pessoas que nunca tiveram COVID-19.

A percentagem aumentou para 21% quando foram analisados os doentes que foram hospitalizados por causa da pandemia.

O estudo foi publicado no Open Forum Infectious Diseases, da Sociedade de Doenças Infecciosas da América.

Nesta análise, cada doente do grupo COVID-19 foi comparado aleatoriamente com quatro doentes do grupo não COVID-19 de entre um grupo de indivíduos que se enquadravam nos critérios. Nenhuma pessoa estava vacinada.

Os dados foram obtidos em duas grandes bases de dados dos EUA. O estudo mostrou ainda que o risco de desenvolver zona é mais elevado durante os primeiros seis meses depois de a pessoa ter sido infectada pelo coronavírus.

“Esta é a primeira evidência epidemiológica que liga a infecção anterior por COVID-19 ao aumento do risco de Herpes Zoster em adultos mais velhos, que já correm maior risco devido ao declínio da imunidade relacionado com a idade”, sublinhou o médico Temi Folaranmi, vice-presidente do departamento médico da multinacional biofarmacêutica.

A zona, visível essencialmente através de uma erupção cutânea, é uma infecção viral, normalmente composta por pequenas bolhas com líquido (vesículas). Normalmente é uma reactivação do mesmo vírus que causa a varicela; mesmo depois de curada, pode permanecer inactivo nas células nervosas. Esta reactivação é mais frequente em pessoas mais velhas.

  Nuno Teixeira da Silva, ZAP //

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