Costa ameaça: se o PS não ganhar, o país fica sem Orçamento

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José Sena Goulão / Lusa

O secretário-geral do Partido Socialista (PS), António Costa

“Não há acordo possível com a coligação de direita.” Eis aquilo que António Costa assume, sem papas na língua, deixando antever que o país poderá ficar numa situação de impasse, caso o PS não vença as eleições legislativas e prevendo que a coligação PSD/CDS não tenha maioria absoluta.

O líder do PS assume, desta forma, um discurso mais vincado e radical, deixando antever complicações para a aprovação do Orçamento do Estado para 2016, caso os socialistas não ganhem as eleições de 4 de Outubro.

Uma posição assumida na entrevista à Rádio Antena 1, depois de Passos Coelho ter dado a volta no debate na rádio, na quinta-feira de manhã, após António Costa ter estado melhor no debate televisivo.

Quando questionado sobre se o PS viabilizaria o Orçamento de Estado, num cenário em que a coligação PSD/CDS vença sem maioria absoluta, a resposta de António Costa não poderia ter sido mais clara.

“É evidente que não o viabilizaremos, nem há acordo possível entre o PS e a coligação de direita“, notou António Costa, relevando que “a última coisa que fazia sentido é que o voto no PS, que é um voto das pessoas que querem mudar de políticas, servisse depois para manter esta política”.

O líder socialista sublinhou ainda que “a coligação de direita não tem condições de governabilidade porque não tem condições para se entender com ninguém”.

Costa em tom “feminista” após discurso da mãe

Neste sábado, o secretário-geral do PS defendeu um Governo com maior paridade entre géneros e o fim da exclusão das mulheres solteiras no acesso à procriação medicamente assistida (PMA), num discurso com muitas críticas à corrente conservadora.

Posições que foram assumidas por António Costa num almoço-comício no Seixal dedicado à temática da igualdade e que proferiu após as intervenções da sua mãe, Maria Antónia Palla, e da cabeça de lista por Setúbal, Ana Catarina Mendes.

Numa crítica directa às concepções de família da coligação PSD/CDS-PP, o líder socialista considerou “inaceitável que se faça o discurso da natalidade e, ao mesmo tempo, se excluam as mulheres solteiras do acesso à procriação medicamente assistida”.

Tal como afirmara no início deste mês, numa sessão em Alverca, António Costa voltou a criticar a aprovação, pela maioria PSD/CDS-PP, em final de legislatura, da revisão da lei de interrupção voluntária da gravidez, considerando que essa legislação “reabriu uma ferida na sociedade portuguesa” e “humilha as mulheres”.

“Reabriremos a nova legislatura com a revogação dessa lei”, reiterou o líder socialista, recebendo uma prolongada salva de palmas.

ZAP / Lusa

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7 Comments

  1. Na Grécia a maioria dos partidos sabe o que é do interesse nacional e depois das péssima exxperiência bloquista uniram-se para o 3º regaste…
    O PS e este senhor sabem lá o que é do interesse nacional. Aliás isto é a resposta que dão às agências de rating… Eles sabem lá o que isso interessa…

  2. O Dr. António Costa e o P.S. mostram ser pouco Socialistas. Excepto no que diz respeito a roubar o País. Por isso é que querem Governar sozinhos, como fizeram no último mandato, não importa se com maioria absoluta ou não. Sem ninguém a controlar, é só desviar.

  3. A equipa de brasileiros da comunicação política do PSD-CDS são mais criativos, mais objectivos e não dão tiros nos pés como já fizeram os do António Costa do Partido Socialista dar… “Não há orçamento sem maioria” c’est à dire “OU NÓS COM MAIORIA OU O CAUS”
    Em democracia estas tiradas são autêntica falta de respeito para com o eleitorado!

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