Dois anos depois da cimeira histórica, Coreia do Norte diz que diplomacia com os EUA deu lugar à “desesperança”

Donald Trump / Instagram

Kim Jong-un e Donald Trump dão um aperto de mão na “cimeira histórica” em Singapura

A Coreia do Norte disse, esta sexta-feira, que os esforços para melhorar as relações diplomáticas com os Estados Unidos deram lugar à “desesperança”, no dia em que se assinala dois anos desde a cimeira histórica entre os dois países.

“A esperança de melhorar as relações, que era muito alta e observada pelo mundo inteiro há dois anos, converte-se, agora, em desesperança, caracterizada por uma deterioração rápida”, disse o responsável pela diplomacia norte-coreana, Ri Son-gwon, num comunicado divulgado pela agência oficial de notícias da Coreia do Norte, a KCNA.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, e o líder norte-coreano, Kim Jong-un, encontraram-se em Singapura, no dia 12 de junho de 2018, precisamente há dois anos, para uma cimeira histórica entre os dois países.

Contudo, as negociações sobre as ambições nucleares norte-coreanas fracassaram na segunda cimeira, em Hanói, no Vietname, no ano passado, que terminou sem acordo depois de Washington ter rejeitado as exigências de Pyongyang relativas a um abrandamento das sanções económicas em troca de uma “rendição” parcial das capacidades nucleares do Norte.

“Mesmo uma pequena luz de otimismo pela paz e prosperidade na península coreana transformou-se num pesadelo sombrio“, disse Son-gwon no mesmo comunicado.

Por essa razão, reforçou, o país decidiu voltar a fortalecer o seu programa nuclear “para lidar com as constantes ameaças de guerra nuclear dos Estados Unidos”. “Os Estados Unidos dizem-se defensores de melhores relações, mas na verdade estão empenhados em agravar a situação”, apontou. “Como resultado, a península coreana tornou-se no lugar mais perigoso do mundo, sob constante ameaça do fantasma da guerra nuclear”, frisou.

No final de janeiro, a Coreia do Norte ameaçou acelerar o seu programa de armamento nuclear e procurar “novos caminhos” para defender os seus interesses, perante o impasse nas negociações com os Estados Unidos.

Na semana passada, o país também decidiu cortar as linhas de comunicação com a vizinha Coreia do Sul, aparentemente em resposta ao envio de panfletos para o território do norte da península coreana por parte de militantes contra o regime de Kim Jong-un.

ZAP // Lusa

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