Consumidores vão pagar menos à EDP já em 2018

Tiago Petinga / Lusa

O presidente da EDP, António Mexia

O montante apurado das contas da ERSE (Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos) ao custo final das rendas da EDP aponta para uma poupança no valor de 167 milhões anuais, já a partir de janeiro e em benefício dos consumidores.

A notícia é avançada pelo Expresso, que dá conta que o pagamento de rendas às centrais elétricas da EDP deve baixar pelo menos 167 milhões de euros por ano, a partir de 2018.

Esta redução da fatura, a passar para os preços da eletricidade, reflete o resultado do acerto de contas final das compensações devidas pelos Custos para a Manutenção do Equilíbrio Contratual (CMEC).

A ERSE entregou ao Governo esta sexta-feira o estudo do cálculo do valor final dos CMEC, que contempla o período entre 1 de julho deste ano e 31 de dezembro de 2027, data em que termina o último contrato CMEC das centrais da EDP.

Significa isto que as rendas que, até então, têm custado à EDP 250 milhões de euros podem encolher para 83 milhões anuais, já a partir de janeiro de 2018, durante dez anos. Esse valor deverá refletir-se numa alívio nas faturas dos consumidores.

A confirmarem-se estes valores, a poupança poderá traduzir-se em 26 euros por ano para cada um dos 6,4 milhões de consumidores de energia da EDP.

No entanto, os números ainda não estão confirmados, já que, têm de ser homologados pelo secretário de Estado da Energia, Jorge Seguro Sanches. O impacto nas tarifas de eletricidade de 2018 vai depender das iniciativas legislativas que forem adotadas até 15 de outubro, data em que é apresentada a proposta de preços para o próximo ano.

ZAP // Lusa

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7 COMENTÁRIOS

  1. E q tal fazerem desaparecer as taxas e taxinhas penduradas nas facturas da energia? Que moral tem o estado para cortar as rendas excessivas da EDP se ao mesmo tempo cobra taxas injustificáveis na mesma factura? E porquê a existência de um valor fixo em função da potência contractada?

  2. Vamos poupar…

    A única forma de poupar-mos é desligando os equipamentos pois quando os preços descem o governo logo inventa algum imposto tal com fez nos combustíveis passando o que era transitório a definitivo.

    Infelizmente segundo as noticias os consumidores tem pago nos últimos tempos mais do que deviam, tal como aconteceu com as telecomunicações e o que foi feito? nada…
    Por exemplo no caso das telecomunicações o cliente escolhe se cancela o contrato ou se abdica do que pagou a mais. A solução óbvia seria cancelar o contrato mas se quiser ter o mesmo tipo de serviço a concorrência pratica exactamente o mesmo preço. Assim sendo só perde se mudar pois inicia uma nova fidelização de 2 anos…

    Na electricidade é o mesmo… trocamos de operador mas os preços são iguais!!! isto é concorrência de mercado à Portuguesa tal como acontece nos combustíveis. E o que faz o governo nada!!! a autoridade da concorrência? nada!!! faz estudos que demoram anos e depois mesmo que apliquem multas já os consumidores pagaram milhões e não podem ser ressarcidos…

  3. Devem inventar uma qualquer taxa para continuar a cobrar o mesmo ou provavelmente mais.Se não houver inspeção se efetivamente reduzem os custos para o consumidor, vão continuar a fazer o que querem e aplicar as taxas que lhes apetecem!

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