Conservadores austríacos convidam extrema-direita para negociar coligação de Governo

Florian Wieser / EPA

O novo chanceler da Áustria, Sebastian Kurz: um messias, um mini-ditador, o novo Macron

O líder conservador austríaco, vencedor das legislativas de dia 15, anunciou ter convidado o partido de extrema-direita FPÖ para negociações exclusivas com vista à formação de uma coligação de Governo.

“Decidi convidar Heinz-Christian Strache [líder do FPÖ] para negociações com vista à formação de um Governo”, disse o jovem líder eleito, numa conferência de imprensa em Viena, afirmando ter já tido discussões preliminares “muito construtivas”.

“A Áustria merece a formação rápida de um Governo estável”, acrescentou Sebastian Kurz, que disse esperar conseguir chegar a acordo “antes do Natal”.

Estas negociações abrem a porta a um regresso ao poder do Partido da Liberdade da Áustria (FPÖ), 17 anos após ter participado no executivo de um outro conservador, Wolfgang Schüssel.

Tanto o Partido do Povo de Kurz como o Partido da Liberdade defenderam, durante a campanha eleitoral, a necessidade de um maior controlo da imigração, de deportações rápidas dos requerentes de asilo cujos pedidos sejam negados e uma repressão do islão radical.

O chefe de Estado federal da Áustria, Alexander Van der Bellen, encarregou na sexta-feira o líder do conservador Partido do Povo (ÖVP), de 31 anos, de formar Governo, na sequência da vitória nas eleições legislativas de domingo passado.

Na ocasião, o Presidente pediu respeito pelos direitos humanos e “um compromisso claro” com a União Europeia. Uma “condição básica” para a formação de um novo Governo, garantiu hoje o líder conservador, é uma “clara direção pró-Europeia”.

“A Áustria só poderá ser forte se não formos apenas membros da União Europeia, mas também se ajudarmos ativamente a fortalecer a União Europeia” disse Kurz.

A Áustria assumirá a presidência rotativa da UE no segundo semestre do próximo ano.

Kurz, que assumiu o controlo do seu partido em maio passado, ganhou as eleições com 31,47% dos votos, elegendo 62 dos 183 lugares da câmara baixa austríaca, mais 15 do que tinha até agora, segundo os resultados definitivos conhecidos esta quinta-feira.

Nas eleições, o segundo partido mais votado foi o social-democrata (SPÖ), do chanceler federal, Christian Kern, que conseguiu manter estável o apoio eleitoral, com um resultado de 26,86% (manteve os 52 deputados), enquanto a extrema-direita obteve 25,97% dos votos (51 assentos, mais 11 que nas eleições de 2013).

Hoje, Kurz disse que, depois de se reunir com todos os outros partidos com assento parlamentar, decidiu convidar o FPÖ para negociar uma coligação, decisão que já se esperava.

// Lusa

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