“Vai ser muito, muito difícil”. Confinamento no Reino Unido pode não ser suficiente para salvar o Natal

Alejandro Garcia / EPA

Um virologia ouvido pela revista norte-americana Newsweek alertam que o novo confinamento decretado pelo Governo britânico pode não ser suficiente para que as famílias possam celebrar o Natal em família.

O novo confinamento, decretado esta semana, vigorará quatro semanas e será semelhante ao que foi aplicado durante a primeira vaga, em março, mas pode não ser o suficiente para que as famílias britânicas festejem o Natal como era costume.

“Vai ser muito, muito difícil”, reconheceu Julian Tang, virologista clínico da Universidade de Leicester, no Reino Unido. “Manter as escolas e as universidade abertas vai reduzir a eficácia deste confinamento e ter um período prolongado de restrições severas vai ser a consequência – provavelmente, não conseguiremos salvar o Natal”.

“Pode haver a possibilidade de facilitar o confinamento no Natal, mas apenas se as pessoas seguirem as regras do confinamento e não se as escolas continuarem abertas. Com escolas e universidades abertas, o lockdown não terá muito impacto”, continuou.

No entender de Tang, o Governo britânico deveria ter implementando restrições mais musculadas quando os casos começaram a aumentar exponencialmente em setembro.

“Se não chegarmos lá mais cedo, o resultado passará por um bloqueio mais duro por um período mais longo de tempo. Quando o lockdown for aplicado, em vez de um conjunto de casos, teremos um dilúvio”, alertou ainda, citado pela revista.

Boris Johnson disse aos deputados que as restrições aplicadas neste confinamento terminam a 2 de dezembro, “aconteça o que acontecer”. No entanto, o seu ministro foi mais cauteloso, dizendo que não é possível prever com certeza qual será o resultado de um confinamento de quatro semanas: “Seria uma tolice” antecipar cenários, disse.

Confinamento de um mês

Sob as novas restrições, bares e restaurantes só podem estar abertos para ‘take-away’, o comércio não essencial deve encerrar e as pessoas só poderão sair de casa por razões contidas numa pequena lista, na qual se inclui o exercício físico.

Cabeleireiros, academias, campos de golfe, piscinas e pistas de ‘bowling’ estão entre os locais que devem fechar e as pessoas estão impedidas de ir de férias para o estrangeiro.

Ao contrário do primeiro confinamento de três meses no Reino Unido, no início deste ano, escolas, universidades, empresas de construção e indústria continuarão a funcionar.

O Reino Unido tem o maior número de mortes por coronavírus na Europa, com mais de 46.700 óbitos, tendo ultrapassado um milhão de casos confirmados de coronavírus no sábado e confirmado outras 23.254 novas infeções nas últimas 24 horas.

Como em outros países europeus, os casos no Reino Unido começaram a aumentar depois de as medidas do primeiro confinamento terem sido atenuadas no verão e as pessoas terem começado a voltar aos locais de trabalho, escolas, universidades e vida social.

Nas últimas semanas, o número de novas infeções aumentou rapidamente em todo o continente, especialmente na Bélgica, República Checa, França, Espanha e Reino Unido.

Também em Portugal os casos têm vindo a aumentar e o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, já alertou para a necessidade de se repensar o Natal.

ZAP //

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