Confinamento limita acesso ao aborto na Colômbia. Telemedicina é a solução

O confinamento obrigatório em países como a Colômbia está a limitar o acesso de mulheres gravidez ao aborto. A solução de algumas clínicas passa por fazê-los por telemedicina.

O aborto é legal na Colômbia, mas o confinamento imposto pela pandemia de covid-19 está a limitar o acesso das colombianas a esta procedimento. Obrigadas a ficar em casa, muitas mulheres que desejam pôr um fim à sua gravidez veem-se impedidas de viajar até às clínicas.

Situações extremas exigem medidas extremas. Como tal, na Colômbia, as pacientes podem agora consultar um médico através de videochamada para solicitar os medicamentos necessários para induzir o aborto, que são enviados diretamente para casa.

Mais de 5 mil clínicas de saúde reprodutiva em todo o mundo fecharam desde o início da pandemia de covid-19. No entanto, esta solução parece resolver parcialmente o problema destes negócios.

Também em países com o Zimbabué e o Nepal, onde o confinamento é obrigatório, há organizações a operar call centers que servem de fio condutor entre as grávidas e as clínicas, escreve a NPR. Na Índia, estão a fazer-se esforços para que o aborto seja legalmente acessível a partir de casa.

A Colômbia é o derradeiro exemplo de como a telemedicina pode ser uma solução para este problema. Embora a nação sul-americana já tenha começado a desconfinar lentamente este mês, as clínicas vão manter este plano de ação pelo menos até julho.

A pandemia permitiu à rede de clínicas Oriéntame acelerar o desenvolvimento de um software que facilita a videochamada privada e segura entre médicos e pacientes. O programa pode ser acedido via telemóvel, tablet ou computador.

“Além das preocupações habituais e fatores de risco pessoais, muitas mulheres com quem conversamos também disseram que sentem que a pandemia é um momento abismal para continuar a gravidez”, diz Díaz Rojas, uma das duas médicas que prescrevem abortos medicamentosos via telemedicina para a Oriéntame.

“Há tanta incerteza em torno da sua saúde, a saúde dos seus entes queridos, a perda do emprego – há todas essas vulnerabilidades adicionais durante esse período“, acrescentou.

Patrina Mosley, que se dedica às questões das mulheres numa organização pró-vida, vê a transferência de serviços de aborto para telemedicina como altamente arriscada.

“Os abortos exigem um alto nível de interação física entre a mãe e um médico, que pode examiná-la, diagnosticá-la, avaliá-la e tratá-la. Fazer uma chamada Skype com um médico e preencher um questionário traz muitos dos mesmos riscos que o pedido de pílulas online de um médico que você nunca conheceu e que não pode avaliá-la fisicamente. Fingir, por razões ideológicas, que o aborto químico pode ser feito remotamente ou até ‘faça-você-mesmo’, é extremamente perigoso e negligente“, explicou à NPR.

ZAP //

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