Como preparar a viagem mais barata da sua vida

Parabéns! Acabou de comprar passagens para um destino de sonho a menos de 20 euros. No entanto, esse é apenas um dos fatores que define o balanço financeiro da sua viagem.

Tudo se resume a uma palavra: planeamento. Conhecendo bem o lugar para onde vai, é possível saber de antemão como organizar os seus dias, transportes, refeições e até mesmo souvenirs.

Eis algumas sugestões – testadas e comprovadas – para poupar nas próximas férias.

1. Faça o seu próprio guia de viagens

Não estamos a dizer-lhe simplesmente que poupe 20 euros num bom guia de viagens. Quem compra Moleskines já conhece a frase de Aldous Huxley: “Para qualquer viajante que tenha o seu próprio estilo, o único guia útil será aquele que ele mesmo escreveu.”

A ideia de Huxley é escrever sobre o que se vai conhecendo, mas vamos distorcer um pouco: sente-se ao computador e comece a abrir sites com recomendações das atrações turísticas no seu destino. Depois de selecionar as mais frequentes e as que mais lhe chamaram a atenção – sem esquecer as sugestões preciosas dos seus amigos -, escreva-as num caderno. Abaixo do nome, aponte pelo menos a estação de metro e os autocarros mais próximos, o horário de funcionamento e o preço dos bilhetes.

Se quiser ir ainda mais longe, deixe o resto da página em branco para cada ponto turístico, onde pode escrever (ou desenhar) as suas impressões ao longo da viagem. Outra sugestão: escolha caderninhos ou blocos pequenos (A6 ou menor), que não ocupem espaço e sejam fáceis de manusear.

2. Desenhe o seu itinerário

Abra o Google Maps, crie um mapa para a sua viagem e comece a assinalar os sítios que escreveu no seu “guia de viagens” pessoal. Veja estes exemplos para Porto e Barcelona.

Na maioria das cidades, vai começar a notar uma espécie de núcleo à volta dos nós mais importantes. Para poupar no transporte, organize os seus dias de forma a andar por um núcleo de cada vez, em vez de saltitar de uma ponta da cidade para a outra.

Ao fazer a distribuição dos dias, não se esqueça de verificar quais são os dias em que as atrações turísticas estão fechadas (segunda-feira, por exemplo, é o dia negro da maioria dos museus) ou se calha algum feriado nos seus dias de férias (cuidado com a semana da Páscoa nos países mediterrânicos). Confira também a previsão do tempo e aponte tudo no seu caderno.

3. Verifique os descontos

Qualquer empresa de transportes vende pacotes de mais um bilhete, seja o conjunto de 10 viagens ou um passe para um, dois ou três dias. Depois de descobrir quantas vezes vai precisar de andar de metro ou autocarro – sem esquecer que andar a pé lhe permite conhecer muito melhor as cidades -, já pode calcular quantas viagens precisa de comprar.

O mesmo se passa com as entradas para os pontos turísticos. Em Berlim, por exemplo, um bilhete de 24 euros (12 euros, se for estudante) permite-lhe entrar em todos os museus estatais da cidade (que são, basicamente, todos os que interessam). O Roma Pass, da capital italiana, custa 34 euros e dá-lhe descontos significativos nas principais atrações turísticas, além de passe livre para os autocarros e metro da cidade.

Por fim, é claro, há os descontos para estudantes, apesar de não serem muito expressivos quando não se trata de monumentos do Estado.

4. Prepare-se para comer

A par da viagem e do alojamento, a alimentação completa o triângulo das despesas fixas das férias. Pense bem no tipo de iguarias que tem mesmo que experimentar, ou até que ponto aguenta passar as férias a comer snacks – a diferença no preço pode ir de 5 até 20 euros por refeição (se pretende gastar mais do que isso para comer, este artigo não é para si).

Os pratos típicos são, por norma, relativamente caros, mas se estiver atento consegue encontrar lugares bons e baratos. Se viajar acompanhado, combine um código para começar a procurar o local do almoço com antecedência, logo que a primeira barriga começar a dar horas – não há nada pior (para a boa disposição e para a carteira) do que escolher um sítio à pressa.

5. Limpe os seus cartões de memória

Antes de sair de casa, passe para o computador tudo o que tem nos cartões de memória da câmara e do telemóvel. Ficar sem espaço para fotografias a meio da viagem pode ser muito mau, principalmente se estiver num grande centro turístico onde tudo é caro. Se for um fotógrafo compulsivo, conte com um cartão de pelo menos 4GB (dependendo do tamanho dos ficheiros da sua câmara). Não se esqueça também dos carregadores de bateria, e confira se precisa de um adaptador para as tomadas.

6. Pense com carinho nos souvenirs

Se trocar impressões com amigos que já visitaram a cidade, pode ficar logo com uma ideia do tipo de coisas que são mesmo típicas: bordados, desenhos em madeira, artigos em couro ou chocolates, escolha com cuidado para não comprar coisas caras à toa. Do lado mais barato (e às vezes fatela), pode escolher ímanes, cadernos, canetas ou marcadores de livros. As lojas dos museus são boas opções para encontrar presentes originais.

Há quem não ache a mesma coisa, mas outra solução a considerar pode ser enviar um postal às pessoas de quem mais gosta. Fica-lhe por pouco mais de dois euros e, a bem dizer, é algo que não tem preço.

7. Aproveite!

Viajar é um prazer e não pode permitir que um orçamento apertado o impeça de aproveitar ao máximo. Se planear bem os seus dias de férias, vai apreciar o passeio de outra forma, olhar para os pormenores mais interessantes (porque já vai saber quais são e onde estão) livre de preocupações e trazer para casa apenas boas memórias.

Aline Flor, ZAP

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