Cofina pediu anulação da OPA à CMVM

A Cofina pediu esta quarta-feira à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) a extinção da Oferta Pública de Aquisição (OPA) sobre a Media Capital, de acordo com um comunicado divulgado pelo organismo.

“A Cofina vem, nos termos e para os efeitos legais, informar que, relativamente à Oferta Pública de Aquisição de ações representativas do capital social do grupo Media Capital apresentou à CMVM um requerimento em que se solicita que se considere extinto o procedimento da oferta, por impossibilidade definitiva de verificação de um dos requisitos de que dependia o respetivo lançamento, e, subsidiariamente, a revogação de tal oferta, por alteração das circunstâncias”, indicou a dona do Correio da Manhã.

No dia 11 de março, a Cofina anunciou ao mercado que tinha desistido de comprar a dona da TVI após falhar a operação de aumento de capital.

A operação de oferta pública permitiria o aumento de capital da Cofina no montante de 85 milhões de euros para financiamento da compra do grupo. Contudo, face à “deterioração das condições de mercado” e “não tendo sido verificada a condição de subscrição integral do aumento de capital, a oferta ficou sem efeito”, pode ler-se no comunicado da Cofina.

Asssim, “não se encontram reunidas as condições de que depende a conclusão do negócio de compra e venda das ações da Vertix (e indiretamente da Media Capital)”, segundo a mesma informação divulgada pela CMVM.

A Cofina informou depois o mercado de que “a notificação de resolução do contrato produziu os seus efeitos” e acusou a Prisa de ter incorrido “em violações contratuais graves”, apontando que “manifestou expressamente a intenção de não cumprir o contrato, o que afetou irremediavelmente a relação de confiança entre as partes”.

A Prisa, por sua vez, garantiu que sempre atuou “de boa-fé” e negou as afirmações feitas pela proprietária do Correio da Manhã sobre “alegados incumprimentos” contratuais da empresa espanhola.

A oferta abrangia a subscrição reservada a acionistas no exercício do direito de preferência e demais investidores que adquiram direitos de subscrição, através da emissão de 188.888.889 novas ações ordinárias, escriturais e nominativas, sem valor nominal.

O preço de subscrição tinha sido fixado em 0,45 euros por cada nova ação, que correspondia ao respetivo valor de emissão.

Os acionistas da Cofina tinham aprovado no final de janeiro o aumento de capital até 85 milhões de euros para financiar a compra da TVI. Na mesma altura, os acionistas da Prisa aprovaram a venda da Vertix, que detém a maioria da Media Capital, à Cofina, em assembleia-geral extraordinária, em Madrid.

 

// Lusa

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