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Ouvir é a nova leitura e a Clubhouse é a app do momento (apesar dos problemas de segurança)

A febre audiofónica chegou e tem um nome: Clubhouse. Para já, a aplicação só está disponível para iOS, mas promete conquistar todos os amantes de rádio e de podcasts.

A Clubhouse está disponível no iOS e, quem quiser aventurar-se no mundo encantado do áudio, terá de enviar um convite e ser aceite na nova app. O que a distingue da rádio ou dos podcasts é a facilidade com que pode fazer parte de um debate com os moderadores sem precisar de ligar ou enviar uma mensagem: basta “levantar a mão”.

A função alerta os moderadores de uma determinada sala de que tem interesse em participar no debate e cabe aos mesmos decidir se o deixam intervir. As salas, públicas ou privadas, reúnem moderadores e ouvintes em torno de um tema.

No passado domingo, a rede social confirmou que teve uma fuga de dados. Segundo a Bloomberg, as conversas – que os utilizadores só podem ouvir em tempo real – foram transmitidas noutros sites, devido a uma vulnerabilidade detetada na aplicação.

David Thiel, responsável de tecnologia do Observatório para a Internet da Universidade de Stanford, disse que a fuga de dados aconteceu devido a um utilizador que não respeitou os termos de utilização do serviço, o que significa que não terá sido um ato malicioso. A intenção não terá sido roubar os dados dos utilizadores.

Mas esta vulnerabilidade não foi a primeira associada à aplicação e foi reportada uma semana depois de ter sido noticiada outra. O portal The Verge escreve que os responsáveis da Clubhouse confirmaram que iam melhorar os sistemas de encriptação, com receio de que a Agora Inc., uma empresa chinesa que aloja dados das conversas para a app funcionar, possa divulgá-los a entidades governamentais.

A Agora Inc. é responsável pelos servidores que a Clubhouse utiliza, o que significa que é obrigada pela lei do país a partilhar as informações que detém com o Governo chinês. Isto é especialmente preocupante para os utilizadores deste país, já que, ao acreditar que as conversas não estão a ser vigiadas, não terão medo de eventuais repercussões do regime comunista.

A empresa adiantou que os dados potencialmente sensíveis estão guardados em servidores nos Estados Unidos, mas o Observatório para a Internet da Universidade de Stanford levantou a questão e admite a possibilidade.

Apesar dos problemas de segurança, ouvir é a nova leitura e a Clubhouse parece ter conquistado o público adulto, que se sente parte integrante de uma grande conferência ao utilizar esta app.

  Liliana Malainho, ZAP //

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