“Pai” da dupla hélice do ADN repudiado por associar inteligência à cor da pele

Um laboratório norte-americano retirou todos os títulos honoríficos a James Watson, um dos vencedores do Nobel de 1962 pelo modelo de dupla hélice do ADN, por comentários “repreensíveis e infundados”.

James D. Watson, biólogo molecular e geneticista norte-americano que foi um dos cientistas a descobrirem a estrutura de dupla hélice do ADN, em 1953, e que ganhou o Prémio Nobel por esse feito em 1962, viu o Cold Spring Harbor Laboratory, que dirigiu, retirar-lhe todos os títulos honoríficos depois de ter insistido, num documentário emitido pela PBS, nas suas controversas teorias sobre origem étnica e inteligência.

Em 2007, Watson já tinha sido afastado do cargo de chanceler do referido laboratório por ter defendido estar pessimista em relação ao futuro de África porque, disse, “todas as nossas políticas sociais são baseadas no facto de que a inteligência deles é igual à nossa, apesar de os testes dizerem que nem por isso”.

Existe o desejo de que todos os seres humanos sejam iguais, acrescentou Watson, citado pelo El País, mas “as pessoas que têm de lidar com empregados negros sabem que isso não é verdade”. Na altura pediu desculpa pelas declarações mas agora, aos 90 anos, insistiu na mesma tecla.

Há apenas dois meses, a Sociedade de Genética Humana dos EUA divulgou um comunicado “alarmada com o ressurgimento social de grupos que rejeitam o valor da diversidade genética e utilizam conceitos genéticos distorcidos ou já desacreditados para reforçar afirmações falsas sobre a supremacia branca”.

A genética “demonstra que os seres humanos não podem ser divididos em subcategorias biologicamente distintas”. Nas palavras do geneticista espanhol Carles Lalueza Fox, “as populações não ficaram suficientemente isoladas para que surgissem diferenças genéticas em características cognitivas”.

Em 2014, decidiu leiloar a sua medalha de ouro do Nobel para compensar a queda dos seus rendimentos, vendendo-a por 4,8 milhões de dólares ao magnata russo Alisher Usmanov, dono de um império metalúrgico.

Quando lhe foi perguntado, no documentário da PBS, se tinha mudado de opinião, afirmou que tal não havia sucedido “de todo”, insistindo que “existe uma diferença entre negros e brancos nos testes de QI“, alegadamente favorável aos segundos.

Em resposta, o laboratório comunicou que “inequivocamente rejeita as repreensíveis e infundadas opiniões pessoais que o James D. Watson expressou sobre o tema da etnicidade e genética”, considerando que as mesmas “não são suportadas pela ciência” e condenando “o uso indevido da ciência para justificar o preconceito”.

ZAP //

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14 COMENTÁRIOS

  1. Basta ir a um site de testes de QI para confirmar que existirem diferenças étnicas na média de iq de cada pais e raça.
    E nem são os brancos em média os mais inteligentes.
    Judeus e asiáticos tem um QI superior.
    Independentemente disso todos têm direito a ser tratados igualmente.
    Existe também uma relação directa entre o nível de vida de cada indivíduo e o seu IQ.
    Como exemplo temos os asiáticos que são os mais bem remunerados nos EUA, seguidos dos judeus.
    A politica do politicamente correcto continua a querer esconder as verdades comprovadas pela ciência. Em vez de procurar resolver as questões tapam o sol com a peneira.

    • ia escrever algo dentro do que escreveu, como tal tiro-lhe o chapéu.

      as coisas são como são e não como o colectivismo com o seu politicamente correcto querem que sejam.

      está mais que provado quanto mais não seja estatisticamente e pelos diversos exemplos africanos que as coisas são assim mesmo.

  2. Ele tem toda a razão. Os negros não são tão inteligentes como os brancos. Basta olhar para a África e para a Europa qual delas está mais avançada. Os negros só são bons é a fazerem filhos para exportar para a Europa. E até se deixaram escravizar e colonizar porque não tinham disciplina para se organizarem nem armas para se defenderem, isto é, faltava-lhes inteligência. E se alguns já são alguém devem-no aos brancos. E os latinos também só são bons a fazerem filhos para exportar para os USA. Eu próprio sou latino mas só tive dois filhos.
    Tenho pena mas é a realidade nua e crua.

  3. Esta coisa do politicamente correcto mete nojo! Se um africano supera um branco em praticamente tudo quanto é físico (atletismo, luta, etc.), não há problema algum. No entanto, dizer-se que os negros (acho que isto também não é politicamente correcto – já há um conceito que é mais aceite) não estão no mesmo patamar do ponto de vista intelectual já é discriminatório e preconceituoso. Discriminatório é tentar impor que são iguais quando não são. E, atenção, lido, numa base diária com inúmeras pessoas de cor e tenho com elas uma relação excelente a todos os níveis: são educados, respeitadores, etc.. Mas não estão no mesmo patamar cognitivo.
    Acredito que a diferença possa estar no menor número de anos de contacto com a civilização e com a cultura e que essa diferença tenderá a diminuir nas próximas décadas e desaparecer de todo dentro de um século ou dois. Agora querer impor-se uma igualdade ficcionada é um insulto tremendo!

  4. O maior problema nisto tudo é que ele já tem 90 anos!
    Penso que todos sabemos que com a idade começam a surgir manias, obsessões, etc.
    Vão agora fazer de conta que ele não fez nada de importante na vida?

  5. Já nem sei por onde começar.
    Estou a tentar comparar as idiotices que li para conseguir determinar qual a maior numa ordem imaginária de grandeza (ou deveria dizer ‘pequeneza’).
    Vamos ao protagonista. O Watson.
    Sem dúvida um grande cientista. Tinha opiniões controversas sobre distinções étnicas. Pagou caro por manter-se por trás dessas opiniões.
    Pergunta: Ainda não estamos fartos desta nova polícia social que identifica, estigmatiza e ostraciza todos os que divergem do ‘politicamente correcto’?
    Iremos ser obrigados a seguir as regras daqueles que ganharam o topo da ‘caixa de sabão’ e que de lá nos vigiam e admoestem que nem donos de toda a verdade e vigilantes campeões dos desviantes.
    Quando é que vamos parar de nos dirigirmos para a convicção que o único tipo de pessoa que tem direito a dizer tudo o que lhe aprazer pode ser tipificada como, por exemplo: “Uma preta, fufa, numa cadeira de rodas”. (desfrutem!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!)

  6. Não conheço muitos negros, mas os países africanos são ricos em recursos e nem por isso vivem melhor que os outros mais pobres. Não deve ser por serem mais inteligentes. Ex. Angola.

  7. Os testes de QI são o melhor indicador de inteligência e são usados nas ciências sociais há várias décadas. Toda a produção científica é consensual nas diferenças de QI entre raças. Tal como disse o participante -IQ Woman-, os QI mais elevados são de asiáticos. Este facto deita abaixo qualquer conspiração de uma agenda da supremacia branca.
    Nalgumas regiões de África surgem os menores QI (alguns ao nível de atrasados mentais). Claro que os métodos dos testes podem ser contestados. NO ENTANTO, estudos confirmaram, para frustração de muitos, que mesmo dentro de sociedades desenvolvidas (e mesmo dentro da mesma universidade), estas diferenças entre raças persistem. São factos! E factos não querem saber dos sentimentos.
    Quanto ao atraso e insucesso dos países africanos, é mais do que óbvio, por mais desculpas que apresentem. Está relacionado com a inteligência? Esta seria uma análise multifactorial em que a inteligência é apenas uma de inúmeras variáveis, mas possivelmente tem alguma importância. A inteligência tem uma distribuição normal (curva de Gauss), e existem indivíduos africanos extremamente inteligentes, mas o peso da maioria ao redor de uma média reduzida poderá porventura ser determinante.
    Lamentável é esta ditadura do politicamente correcto e este bullying recorrente a quem fala verdades.

  8. Eu acho que os africanos estão a ficar mais inteligentes. É só relembrar as palavras, ou desplante, da tchizé dos santos, filha de José Eduardo dos Santos ex-presidente de Angola, que resolve dar lições de moral e conduta a todos os portugueses – e já agora, chamar a todos de racistas, quando diz que acha mal ver empregados africanos a trabalhar atrás da cozinha ou a servir à mesa e resolve mandar ordens à populaça de que “temos de ter essa discussão”, esquecendo o que a família desta pessoa fez em Angola. Os portugueses é que estão a ficar burros

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