Cidade japonesa cria guia de etiqueta para turistas

A cidade japonesa de Quioto está a distribuir cartilhas, guloseimas e lanternas de papel para tentar ensinar aos turistas como se comportar no bairro histórico de Gion.

Clientes e lojistas reclamaram da superlotação e do comportamento inadequado de visitantes nos últimos anos, apesar das tentativas anteriores de incentivar boas maneiras. O conselho local de Gion decidiu atacar a situação com cortesia, escreve a BBC.

Os estudantes da Escola de Design da Universidade Feminina de Quioto foram incumbidos de criar uma cartilha didática e atraente em japonês, chinês e inglês a ser colocada em sacolas com guloseimas. Grupos de polícias, estudantes e maiko – aprendizes de gueixas – foram formados para entregar o material aos visitantes.

As mensagens vão desde pedidos comuns para não se sentar ou fumar na rua, até demandas mais específicas, como a necessidade de pedir autorização antes de tirar selfies com as famosas gueixas de Gion e a proibição de lhes tocar sem consentimento.

Há diversas outras recomendações, como deixar as casa-de-banho limpas, não passar a frente nas filas, não cancelar reservas em restaurantes em cima da hora e deixar o lixo nos caixotes adequados.

O Departamento de Turismo de Quioto publica orientações para visitantes sobre como se comportar desde 2017, com base na palavra local “akimahen” – “é proibido”, ilustrado com gráficos alegres e promovido com um vídeo em sites populares de classificação de visitantes.

A cidade já tinha instalado câmaras e destacado guardas para impedir que visitantes entrassem em locais proibidos, espalhado viaturas para patrulhas e criado um sistema de áudio público em várias línguas que lembra os turistas das regras da área que devem ser respeitadas. Mas a estratégia não surtiu o efeito esperado.

O turismo de massa é um fenómeno relativamente novo no Japão, que chegou a um recorde de 31 milhões de pessoas em 2018. Há cinco anos, eram 10 milhões, principalmente do leste da Ásia. A meta da Organização de Turismo do Japão é de 40 milhões para 2020, ano em que Tóquio sediará os Jogos Olímpicos. Além da entrada substancial de recursos, o fenómeno resultou em problemas.

Caso os sacos com guloseimas e recomendações de bons modos não funcionem, Quioto quer também limitar o número de turistas nos seus distritos históricos.

Um projeto experimental que recolhia informações sobre o fluxo de pessoas foi bem-sucedido no distrito de Arashiyama em novembro e dezembro de 2018. O projeto registou o número de smartphones que acedem à Internet no popular site da Bamboo Grove, permitindo que 22.623 pessoas verificassem as atualizações e evitassem os horários de pico, relata o jornal Mainichi Shimbun.

A cidade também tem promovido seis locais próximos a Quioto, incluindo o Santuário Fushimi Inari, para estimular o turismo noutras atrações da região sem prejudicar o estilo de vida local.

ZAP //

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