Chegou o momento de salvar o planeta

Barack Obama / Flickr

O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama

O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama

O Presidente norte-americano, Barack Obama, apelou em Paris a todos os líderes mundiais para “estarem à altura” dos desafios colocados pelas alterações climáticas, reforçando que chegou o momento da comunidade internacional decidir salvar o planeta.

O líder norte-americano discursava na 21ª Conferência Internacional do Clima (COP21), organizada sob a égide das Nações Unidas, que começou esta segunda-feira em Bourget, no norte de Paris.

“Temos o poder de determinar o nosso futuro aqui e agora, mas só se mostrarmos que estamos a altura do desafio”, defendeu o chefe de Estado norte-americano, dirigindo-se aos cerca de 150 governantes reunidos em Bourget.

O líder dos EUA, a primeira economia mundial e o segundo emissor mundial de gases de efeito de estufa (depois da China), reconheceu a influência do seu país no aquecimento global e assumiu “a responsabilidade de fazer algo” para contrariar tal cenário.

Na intervenção, Obama rejeitou fortemente o argumento de que a luta contra as alterações climáticas será uma má notícia para a economia.

“Provámos que não há mais conflito entre um crescimento económico forte e a proteção ambiental”, referiu.

“Acredito nas palavras de Martin Luther King Jr de que não existe tal coisa de ser tarde demais”, disse Obama, advertindo, no entanto, que quando o assunto são as alterações climáticas “esse momento está quase a chegar”.

Para Obama, se os líderes internacionais “agirem aqui e agiram agora” não será tarde demais, frisando que as decisões agora tomadas terão repercussões nas próximas gerações, o que irá representar “uma recompensa gratificante”.

Os Estados Unidos assumiram o compromisso de reduzir entre 26 a 28% as suas emissões de gases de efeito de estufa até 2025, em comparação a 2005.

Putin pede um acordo vinculativo que continue Quioto

O Presidente russo, Vladimir Putin, transmitiu a sua disponibilidade para chegar a um acordo que limite a subida da temperatura média global, que seja a continuação do protocolo de Quioto e que seja “juridicamente vinculativo”.

Durante o seu discurso na abertura da COP21, Vladimir Putin insistiu que devem ser respeitados os princípios acordados nas anteriores cimeiras do clima e defendeu “um acordo juridicamente vinculativo mas que permita o desenvolvimento económico“.

“Graças aos nossos esforços coletivos, acredito que chegaremos a um novo acordo que venha na continuação do protocolo de Quioto”, referiu.

Salientou que a Rússia foi “um dos primeiros países do mundo” a reduzir as emissões de gases com efeito de estufa através de programas de eficiência energética e de conservação do ambiente.

Segundo números russos, a redução de emissões atingiu 70% entre 1990 e 2013, período em que o Produto Interno Bruto (PIB) da Rússia duplicou.

Devido a estes esforços, a Rússia evitou a emissão de 40 mil toneladas de dióxido de carbono e isso significa atrasar “um ano” o aquecimento global.

“É a prova de que podemos prestar atenção ao nosso crescimento económico e preocuparmo-nos com o ambiente”, realçou Putin.

A COP21, que vai decorrer até 11 de dezembro, tem como objetivo conseguir um acordo internacional sobre a redução de emissões de gases com efeito de estufa, responsáveis pelo aquecimento global e pelas suas consequências catastróficas, nomeadamente o aumento do nível do mar.

Limitar o aquecimento global a 2ºC até ao final do século, por referência ao período anterior à Revolução Industrial, é a grande meta e, para muitos, a única forma de evitar os piores efeitos das mudanças climáticas.

A conferência reúne em Paris representantes de 195 países – até agora, mais de 170 países já apresentaram os seus contributos para a redução de emissões, mas ainda insuficientes para alcançar a meta proposta.

Entre os assuntos pendentes estão a aceitação de um mecanismo de revisão periódica das contribuições nacionais e a existência de um só sistema, sem divisões entre países desenvolvidos e em desenvolvimento, mas com flexibilidade no tratamento, tema que, juntamente com a responsabilização dos países maiores emissores, serão aspetos mais difíceis de resolver.

/Lusa

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