Cerca de 90 concelhos do interior Norte e Centro em risco máximo de incêndio

SDIS 33/EPA

Para esta quarta-feira, está prevista uma descida da temperatura máxima, em especial no litoral Centro.

Cerca de 90 concelhos do interior Norte e Centro do País e três municípios do distrito de Faro estão esta quarta-feira em perigo máximo de incêndio segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

De acordo com o IPMA, estão em risco máximo quase 90 municípios dos distritos de Bragança, Vila Real, Porto, Braga, Viseu, Guarda, Coimbra, Castelo Branco, Santarém e Portalegre e três concelhos do distrito de Faro (Loulé, São Brás de Alportel e Tavira).

Em risco muito elevado de incêndio estão cerca de 60 concelhos dos distritos de Viana do Castelo, Vila Real, Braga, Porto, Aveiro, Viseu, Coimbra, Leiria, Santarém, Beja e Faro e em risco elevado quase toda a região do Alentejo, à exceção de alguns municípios do litoral.

O risco de incêndio, determinado pelo IPMA, tem cinco níveis, que vão de reduzido a máximo e os cálculos são obtidos a partir da temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas últimas 24 horas.

O Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP) teve “falhas constantes” durante os incêndios em Leiria na semana passada, segundo vários testemunhos ouvidos pela Rádio Renascença.

A maioria das falhas esteve relacionada com a sobrecarga da rede. Se em alguns casos foi possível contornar estas falhas através de telemóveis e rádio, noutros casos as comunicações estiveram mesmo interrompidas durante longos períodos de tempo.

O IPMA prevê para esta quarta-feira uma descida da temperatura máxima, em especial no litoral Centro e vento por vezes forte na faixa costeira ocidental e nas terras altas.

As temperaturas mínimas vão oscilar entre os 16 graus Celsius (Viana do Castelo, Guarda e Viseu) e os 22.º (Bragança) e as máximas entre os 23.º (Sagres) e os 38.º (Bragança).

A contabilidade de hectares que ardem em Portugal não pára de subir: quase 58 mil hectares neste ano, até 19 de Junho.

Ainda nem tínhamos chegado a meio do ano mas esse número já é mais do dobro de toda a área ardida em 2021 – e é o registo mais elevado desde 2017, ano dos incêndios trágicos em Pedrógão Grande.

  ZAP // Lusa

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