CDS não está “perdido em guerras internas” (e coligação PSD/CDS é uma possibilidade)

Hugo Delgado / Lusa

O presidente do CDS-PP, Francisco Rodrigues dos Santos

Esta sexta-feira, no Conselho Nacional do CDS, Francisco Rodrigues dos Santos defendeu que o partido não está “perdido em guerras internas”, uma vez que está já a alinhar as prioridades para as eleições legislativas.

Segundo a CNN Portugal, Francisco Rodrigues dos Santos garante que o CDS-PP não está “perdido em guerras internas” e que já começou a alinhar as prioridades para as eleições legislativas antecipadas, que se realizam a 30 de janeiro.

“É bom lembrar a importância de estarmos a fazê-lo já [preparar o compromisso eleitoral], não estarmos perdidos em guerras internas. Estamos a preparar o CDS para ter uma boa performance no próximo ato eleitoral”, disse o líder centrista, no Conselho Nacional.

A CNN teve acesso à declaração de Rodrigues dos Santos, na qual o presidente do partido define 15 prioridades para a campanha, incluindo a liberdade na escolha dos portugueses na educação e saúde ou o combate à corrupção e ideologia de género.

No encontro, Francisco Rodrigues dos Santos também explicou os novos critérios de escolha dos candidatos às legislativas e defendeu que os nomes devem ter “ligação ao círculo pelo qual se candidatam”, com “critérios de renovação de protagonistas” com ligação à sociedade civil.

A Comissão Executiva irá indicar os cabeças de lista nos 18 distritos do continente. No caso de Lisboa, o órgão irá indicar quatro nomes e no Porto três.

Já sobre uma eventual coligação pré-eleitoral com o PSD, o líder centrista disse que é uma hipótese que está “em cima da mesa” independentemente de quem seja eleito líder social-democrata este sábado.

“A possibilidade de uma coligação pré-eleitoral está naturalmente em cima da mesa, qualquer que seja o desfecho das eleições diretas no PSD”, afirmou, em declarações aos jornalistas.

O Conselho Nacional do CDS-PP é o órgão máximo do partido entre congressos. O diário revela que participaram 150 conselheiros, um número muito acima de outros encontros, apesar do apelo ao boicote por parte de Nuno Melo.

João Almeida, Telmo Correia, Cecília Meireles, João Gonçalves Pereira, Nuno Magalhães e Hélder Amaral foram alguns dos que não marcaram presença.

Esta sexta-feira, o líder parlamentar do CDS-PP, Telmo Correia, e os deputados Cecília Meireles e João Almeida despediram-se da Assembleia da República, agradecendo o “privilégio” e a “honra” de terem sido eleitos.

  ZAP //

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