Casos de covid-19 entre os alunos mais novos não aumentaram no primeiro mês de aulas

Um mês depois do início do ano letivo, não se registou um aumento de casos de covid-19 entre os alunos mais novos.

De acordo com o jornal Público, o regresso ao ensino presencial não se refletiu num aumento de casos entre os alunos mais novos, pelo contrário, a incidência manteve a tendência decrescente que já se verificava desde o fim de agosto.

Quanto ao grupo dos zero aos nove anos, o único que está excluído do processo de vacinação, é o que apresenta a maior incidência cumulativa a 14 dias, com cerca de 134 casos por 100 mil habitantes. No entanto, este valor diminuiu desde o início das aulas, pois a 14 de setembro estava em 218 casos.

No caso do grupo dos dez aos 19 anos, a descida é ainda mais acentuada, tendo passado de 347 para 80 casos por 100 mil habitantes (uma redução de mais de 77%).

Em declarações ao matutino, Carlos Antunes, investigador da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, considera que estes dados permitem concluir que a campanha de vacinação entre os jovens teve um “efeito imediato” na sua proteção logo no começo do ano letivo.

Os responsáveis escolares também fazem um balanço positivo do primeiro mês de aulas, mas pedem, contudo, uma maior clarificação das regras a aplicar nos estabelecimentos de ensino, sobretudo no que diz respeito ao isolamento após deteção de um caso positivo.

Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (Andaep), disse ao jornal que “não há homogeneidade” na atuação das autoridades de saúde, o que leva a critérios muito diferentes.

O responsável lembrou, por exemplo, o caso da escola básica da Quinta de São Gens, em Matosinhos, onde mais de 300 alunos entraram em isolamento profilático, no início desta semana, por causa de uma funcionária infetada.

  ZAP //

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