Carros elétricos vão começar a pagar para abastecer

Os carros elétricos vão passar a pagar para abastecer nos pontos de carregamento da via pública. O Ministério do Ambiente espera que a medida seja posta em prática até ao final do primeiro semestre do próximo ano.

Segundo o Jornal de Notícias, o secretário de Estado Adjunto e do Ambiente, José Mendes, diz que esta situação “só será desmotivadora para quem acreditava que poderia continuar a circular de carro elétrico à custa dos impostos de todos.

José Mendes realça que as viaturas elétricas continuarão a ser mais económicas que os veículos a gasolina ou gasóleo.

“O custo por 100 quilómetros de energia elétrica será de cerca de um quarto” quando comparado com o custo da gasolina, destaca o secretário.

Até agora, a rede pública de abastecimento já ofereceu 1,2 gigawatts aos proprietários destas viaturas, o suficiente para percorrer 7,2 milhões de quilómetros.

A rede pública tem atualmente 1.076 carregadores, que começaram a ser instalados em 2011 e que vão ser atualizados.

O investimento na modernização da rede de abastecimento será de oito milhões de euros, com cerca de 1,8 milhões para a instalação de 50 postos de carregamento rápidos, que permitem carregar 80% da bateria em 15 a 20 minutos (de 50 kw).

Os restantes seis milhões de euros são aplicados na modernização da rede piloto com 1.076 carregadores que preenchem a bateria num período entre 60 a 90 minutos, destaca o JN.

O pagamento do abastecimento elétrico vai ser feito através de um cartão, que vai permitir o condutor abastecer em qualquer ponto de carregamento do país – recebendo, no final de cada mês, uma fatura com o montante a pagar.

Utilizadores de veículos elétricos concordam com pagamento

O fundador da Associação Utilizadores de Veículos Eléctricos (UVE), Henrique Sánchez, considera positivo o pagamento em postos de carregamento rápido uma vez que “vão facilitar imenso as viagens entre o país inteiro”.

“Claramente estamos de acordo que se comecem a pagar os postos de carga rápida, que vão ser 50 instalados em todo o país, e que vão facilitar imenso as viagens entre o país inteiro“, comentou Henrique Sánchez à agência Lusa.

O criador da UVE afirmou ter recebido informações sobre o início dos pagamentos na rede de carregamentos rápidos, cujos primeiros postos começaram a ser colocados em agosto, no Algarve.

Sanchéz referiu a instalação de mais postos nas sedes de distrito e que os postos da rede normal “vão ser todos revistos do ponto de vista tecnológico”.

O responsável referiu que “outros vão ser desativados porque a procura não justifica a sua localização e outros vão ser relocalizados“.

“Vimos como muito positivo a instalação do resto da rede que falta e o ‘upgrade’ tecnológico daqueles postos que estão, claramente, já desatualizados”, disse à Lusa.

Com o lançamento de vários modelos com autonomias entre os 300 e os 400 quilómetros e “se tivermos a rede instalada, quer a rede normal, quer a rede de carga rápida julgo que Portugal irá estar, claramente, no topo da mobilidade elétrica de todo o mundo“, perspetivou.

Em julho decorrerá no Porto um encontro da UVE e o responsável previu que nessa altura “senão 100% da rede instalada, estará bastante mais de 60 ou 70%”.

ZAP / Lusa

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4 COMENTÁRIOS

  1. Atrás desta medida outras virão que hão de tornar o carro elétrico cada vez menos apetecível além de ser já mais caro e menos eficaz começa já o governo por lhe matar as oportunidades de sucesso com tanta ganância de impostos.

  2. Ó senhor viva o xuxialismo, já reparou que até os utilizadores concordam! Ora engula lá esta e deixe de ser do contra, apenas porque lhe apetece.
    Então como é, os utilizadores gastam electricidade e o estado é que paga? E parasitas são os xuxas? Tá certo..…. 🙂 🙂 🙂

    • Em primeiro lugar é a associação que concorda, não os utilizadores, vá-se lá saber se não recebeu algo para dizer “amen” com o governo ou se tem já prometida comissão nas cobranças nos postos de abastecimento.
      Em segundo: “o secretário de Estado Adjunto e do Ambiente, José Mendes, diz que esta situação “só será desmotivadora para quem acreditava que poderia continuar a circular de carro elétrico à custa dos impostos de todos”
      E o secretário de estado não se desloca à custa dos impostos de todos, ou vai no seu carro com gasolina paga do seu bolso?
      Claro que o dinheiro não chega para tudo e quando não são mais impostos, cobram-se outras coisas.

      • Será licito pensar que a associação representa os utilizadores. É aliás para isso que as associações existem e, certamente, contituem a massa critica saudável e necessária na defesa dos interesses dos seus representados/associados. É também claro que definem as suas posições depois de escutarem os seus associados ( nem podia ser de outra forma, caso contrário arriscavam-se a perde-los e, consequentemente, perder força negocial). Se ganhou algo ou não é um exercício meramente especulativo.
        Quanto ao secretário de estado, importa não esquecer que o usufruto de viatura e combustível decorre naturalmente das regalias da função que exerce. Tambèm poderíamos especular se o utiliza particularmente e isso, sim também critico, no entanto e mais uma vez, estaríamos a especular.
        Por fim, quando comprei o meu carro sabia de antemão que teria que pagar o combustível para poder andar, então, não vejo razão nenhuma para que, quem compre uma viatura electrica não pague os abastecimentos de electricidade que tenha de fazer para se poder deslocar. Nem estou a colocar a questão numa perspectiva da receita ( argumento até pouco valido porque os valores dali resultantes serão meramente residuais, tendo em conta a percentagem infima de viaturas electricas a circular, por enquanto ), estou a colocar o assunto numa perspectiva racional e lógica de quem, ao comprar uma viatura sabe as despesas inerentes que vai ter ( manutenções, combustíveis, seguro, etc).

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