Os cânticos de Natal sobrevivem há séculos

Os cânticos de Natal são uma das coisas mais tradicionais da época natalícia e, quando se fazem ouvir, todos se juntam a cantar. Mas qual é a origem da música coral?

A tradição dos cânticos de Natal data da Idade Média e não se limitava à época natalícia — havia cânticos para a Páscoa, para o Ano Novo e até para eventos políticos.

Segundo o Ancient Origins, a construção poética era simples: uma sucessão de estrofes com textos diferentes, intercaladas com um refrão recorrente. Recentemente, o termo “cântico” passou a significar qualquer canção associada ao Natal.

As canções medievais de Inglaterra sobreviveram durante séculos, embora tenham sido muito transformadas. A música “Good Christian Men Rejoice”, por exemplo, data do século XIV. Esta canção encontrou o seu caminho para o inglês através da publicação Carols for Christmastide de J.M. Neale, de 1853.

Este e outros volumes de canções de Natal contribuíram para a adoção de enfeites sazonais, árvores de Natal e cartões de boas festas.

Uma Canção para São Nicolau

“Personent hodie”, que remonta a 1582, é outro famoso cântico de Natal medieval — e é comummente cantado pelos coros durante a época festiva.

Esta canção foi escrita durante os anos 1100 e descreve as histórias de São Nicolau, o santo que inspirou o Pai Natal de hoje em dia. “Intonent hodie voces ecclesiae” teria sido originalmente cantada no dia de São Nicolau, a  6 de dezembro, e começa com a frase “Faça um barulho estrondoso de todas as igrejas neste dia de grande alegria”.

Uma das canções mais conhecidas, “Adeste fideles”, remonta ao século XVIII e, como a maioria das outras canções natalícias, o seu texto tem claras referências cristãs.

Mas a mais famosa de todas é a “Silent Night, Holy Night”, cuja letra original foi escrita por Joseph Mohr, em 1816, e a melodia dois anos mais tarde por Franz Xaver Gruber, quando ambos viviam em aldeias perto de Salzburgo.

A versão alemã foi publicada pouco depois e a conhecida tradução inglesa em 1859, quando acabou por se tornar conhecida em quase 150 línguas. Devido à sua universalidade, o cântico foi, em 2011, designado pela UNESCO como um item intangível do património cultural .

  ZAP //

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