Fernanda Câncio está a tentar impedir venda do livro “proibido” de José António Saraiva

(dr) Jorge Paula / Correio da Manhã

A jornalista Fernanda Câncio

A jornalista Fernanda Câncio avançou com uma providência cautelar na justiça com o intuito de retirar o polémico livro de José António Saraiva “Eu e os políticos” das bancas.

Segundo o Correio da Manhã, foi o próprio autor da obra, que faz revelações sobre a vida sexual de várias figuras públicas, incluindo diversos políticos e a própria Fernanda Câncio, quem o divulgou em entrevista à CMTV.

“Tive conhecimento esta quarta-feira à noite de que a jornalista Fernanda Câncio interpôs uma providência cautelar para retirar o livro de venda”, adiantou Saraiva à CMTV.

Câncio já teceu críticas ao livro do ex-director do Sol e do Expresso, considerando que a obra de Saraiva faz a “devassa gratuita da intimidade, sem outro objectivo que não o de devassar, ferir e lucrar com isso.

A jornalista é uma das personalidades visadas no livro, já apelidado de “Saraivaleaks” pela polémica que suscitou e pelo teor das revelações íntimas que faz.

Passos Coelho, que devia ter apresentado a obra, desistiu mesmo de o fazer, após o tumulto gerado.

Saraiva conta que conheceu Câncio quando ela estagiou no Expresso e que o seu então namorado, Abílio Leitão, que era “copy desk” no semanário, tinha “um fetiche pela fotografia e dedicava-se a tirar fotografias das relações com a namorada“.

Leitão “não tinha o cuidado de esconder as fotos, deixando-as a revelar em cima dos móveis”, transcreve o Observador.

Comentando as referências a Câncio, Saraiva diz na CMTV que demonstram “uma conduta bastante livre e a relevância é ela ter sido namorada de um ex-primeiro-ministro”.

A jornalista namorou com José Sócrates, circunstância que já a levou a vir a público defender-se, num artigo polémico na revista Visão.

O ex-director de Sol e Expresso ainda garantiu no mesmo canal que o livro “não é um exercício de ódio nem de vingança”, garantindo que até tem mais informações sobre todos os visados do que as que revela no livro – e que nunca as divulgará.

ZAP

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10 COMENTÁRIOS

  1. O autor do escrito em causa também já é conhecido como o “Saraivapig”, e na verdade, com este escrito porco e ordinário o Sr. Saraivapig veio a terreiro mostrar o que realmente é e sempre foi. A entrevista ao canal pornográfico também não é de estranhar. Completam-se. Gravitam na mesma área da devassa da vida privada do cidadão, da conspiração, da mentira, da insinuação torpe e porca, do julgamento sumário e do vale tudo. O escrito é o complemento do pasquim que vive á custa de tudo o que foi atrás referido e ainda da divulgação, fomento e exploração da prostituição que enchem, diáriamente, 5 folhas do pasquim já referenciado.

  2. Confesso que, até ao momento em que vou da leitura do livro não vi nada de extraordinário para essas figuras retratas se rebelarem contra o autor.

    Importante é ficarmos a conhecer o bas fon da política, isso sim uma sujeira do pior…

    Tantas virgens ofendidas, meu Deus e sem lerem o livro….Pior são aqueles que andaram a roubar o país como o pulha do Sócrates que a Fernanda Câncio venera e venerava mesmo sabendo que era um venal e um mentiroso compulsivo…

      • ANA B, não faça a figura que muitos jornalistas fizeram quando teceram considerações sobre o livro mesmo antes dele sair. E ainda diziam: “e nem vou ler!”. Senão faz figura de parva e arrisca-se a que a chamem de ANA M (de maluca), ANA J (de jornalista) ou quem sabe outra ANA qualquer por pensar que vê mal em tudo o que é ou tem sexo, ou vê em tudo o que mexe só porque lhe dizem que tem. E já agora, os livros que mencionou são clássicos, e quem é a sra. para por em causa um escritor como Henry Miller… Enfim, já li o livro todo e em mais de 200 paginas encontram-se três (sublinhe-se 3 para que estes asquerosos escandalizados, quem sabe perversos na sua intimidade) pequenos parágrafos com referencias sexuais. Este da Fernanda Câncio tem duas ou três linhas, assim como os outros dois. E não passam disso. Aliás, o livro nada tem de especial a não ser o que qualquer pessoa atenta sabe, ou devia saber dos políticos, e o que mais dói aos jornalistas é a promiscuidade entre jornalistas e políticos, que Saraiva revela e que primeira vez aparece escrita. É isso que tem provocado tantas criticas, essencialmente de jornalistas! Senão ninguém falava na “porcaria” do livro: mas Saraiva agradece, já vai na nona (!!!) edição. Mas SEXO (!!!???), ao contrário dos livros citados pala ANA(L), nem sexo , nem erotismo. ESQUEÇA, não vai ter fantasias eróticas com ele, descanse!

  3. Com toda esta polémica o livro ainda se vai tornar um Best Seller. É de saudar uma obra destas, pois os políticos que assumem os mais altos cargos da nação não podem ser ministros, presidentes da republica ou secretários de estado durante o dia e travestis à noite, não podem enganar a mulher ou o marido, pois se o fazem também poderão enganar os Portugueses (bem, isso é o que quase todos os políticos já fazem) e sobretudo, e esse é o principal ponto: ficam vulneráveis e podem ser manobrados por entidades externas ou internas. Quem não concordar com isto, não conhece o modus operandi da CIA ou de outros serviços secretos de países importantes. O conhecimento dessas fragilidades significa poder e logo capacidade de manipulação dos visados. Isto ao mais alto nível do Estado pode ter consequências terríveis para um país, para a sua segurança e para o funcionamento da Democracia. É essa a verdadeira importância do assunto do livro e não os mexericos. A vida sexual de políticos que não ocupam os mais altos cargos do Estado não interessa a ninguém, só a eles diz respeito. Já o mesmo não é válido para quando ocupam (e só durante o período que ocupam) altos cargos no Estado. Os EUA são mais rigorosos nisso, porque debilidades de figuras públicas (devido a sexualidade ou outros motivos) podem por a segurança do país em risco.

  4. Os nossos políticos têm que compreender uma coisa: enquanto exercerem os mais altos cargos no Estado terão que ter um comportamento ético e moral irrepreensível, que não ponha em causa a credibilidade dos cargos que ocupam nem os fragilize de modo a ficarem reféns da situação que criaram e possam ser manipulados por terceiros. Os serviços secretos de muitos países exploram esse tipo de fragilidades dos governantes de países terceiros para os condicionarem nas suas decisões. Conhecimento de fragilidades a esse nível significam poder, que pode ser utilizado para chantagear essas pessoas. Até num grande clube de futebol da capital portuguesa já houve tentativa de manipulação de jogadores, efetuada por ex-expiões baseada no conhecimento de factos das suas vidas pessoais. Muito menos isso pode acontecer ao nível dos altos cargos do Estado, o que poderá condicionar decisões políticas, a Democracia e a segurança e soberania nacionais. Um titular de altos cargos públicos não pode ser ministro ou secretário de estado durante o dia e travesti à noite, só para dar um exemplo. Quem não quiser entender a importância que isto tem ao nível da segurança e funcionamento do do Estado e como assuntos de Estado ou é burro ou ignorante.

    Agora a vida sexual dos políticos ou não políticos fora do contexto dos altos cargos públicos não interessa a ninguém, não deve ser assunto público e só aos próprios diz respeito.

  5. No intuito de tentar ficar esclarecido, vou agora mesmo comprar esse polémico livro para talvez, dar a minha opinião sobre o seu conteúdo, e doa a quem doer…

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